Conheci o texto de Reinaldo Azevedo uns quatro anos atrás, apresentado pelo primo goiano Zé Augusto, um fã incondicional do cara. Na época ele tinha um blog bem underground, mas já mostrava suas posições controversas numa linguagem bem ácida. Hoje, bem mainstream, tem o seu blog dentro do portal de “Veja”. Continua um direitista extremo bem conservador, mas não posso negar que Azevedo tem uma inteligência e um senso de humor dos mais refinados. Mesmo discordando de muito do seu conteúdo, a embalagem da sua lavra inspira e faz rir. Por vezes ele é tão radical que parece cômico. Nesta semana ele deu uma entrevista bacana ao Jô. Vale assistir. Eu, particularmente, gostei muito das suas argumentações sobre a visita do Ahmadinejad e sobre a reforma ortográfica. Taí, em 3 blocos, capturados do YouTube:
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Frouxidão ideológica
Novembro de 2003, em visita à paupérrima Namíbia, Lula soltou uma das suas e provocou constrangimento na comitiva brasileira e nos anfitriões: "Quem chega a Windhoek [capital da Namíbia] não parece que está em um país africano. Poucas cidades do mundo são tão limpas, tão bonitas arquitetonicamente e tem um povo tão extraordinário como tem essa cidade".
Uma gafe, sim, mas, como várias outros do boquirroto presidente, sem maiores conseqüências para a política externa do Brasil.
Nesta semana, ao receber o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, Lula perpetra talvez o ato de política externa mais desastroso das últimas décadas.
O estouvado político iraniano foi reeleito há pouco à Presidência de seu país num pleito totalmente fraudulento e amplamente rejeitado pela comunidade internacional. A “democracia” de Teerã até hoje reprime com brutalidade os revoltosos que insistem em não compactuar com o sórdido processo eleitoral. E a repressão vem com o pedigree das ditaduras mais sangrentas: prisões, torturas, julgamentos sumários e mais uma cascata de absurdos totalitários.
O presidente iraniano é o mais famigerado negador de uma das maiores barbáries da humanidade. Em qualquer palanque o imbecil não reconhece o Holocausto, o aniquilamento cruel de milhões de seres humanos apenas por serem judeus.
Repito, aqui, o já dito sobre a recorrência de Lula em, sob o pretexto de não se intrometer em assuntos internos de uma nação soberana, não condenar publicamente a pseudo-democracia do seu amiguinho Hugo Chávez: direitos humanos, liberdade de imprensa e democracia são valores universais e, respeitá-los, independe do governante de plantão. Quem não critica, é omisso. Fronteiras geográficas e soberania, quando se tratam de valores universais, não são argumentos sólidos para abster-se de manifestações contrárias.
Lula, para ser “o cara”, tenta ser o simpático líder mundial amigo de todos. Para uns, isso é notável exemplo de bom trânsito diplomático. Este blogueiro, e outros palpiteiros mais qualificados e sensatos, acham o irrestrito jogo amistoso lulista uma demonstração inequívoca de frouxidão ideológica. Mais que isso, uma conivência abominável com caudilhos e suas práticas nada recomendáveis.
Encerro a lavra com uma frase de José Serra, na Folha de hoje: “Uma coisa são relações diplomáticas com ditaduras, outra é hospedar em casa os seus chefes”.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Macaúbico "milionário"
Professor, blogueiro, twitteiro, músico, astrônomo amador e, agora, “milionário”. Dulcídio Braz Júnior merece crepusculares reverências. O blog dele, Física na Veia!, que está entre os “legais do UOL”, atingiu hoje a marca histórica de 1.000.000 de visitantes.
Parabéns, Dulcídio, este blogueiro em nome da nação macaúbica o parabeniza pelo feito de sete dígitos, numa história virtual rica em aprendizado e novidades.
Sanja se orgulha dos seus!
Atualização a pedidos: “Milionários” atraem pretendentes, e estas querem vê-los rapidinho. Depois das caça-dotes convencionais “Maria Chuteira”, “Maria Batalhão” e “Maria Gasolina”, Dulcídio, “milionário”, fez nascer a figura da “Maria Web”. “Marias”, eis o “noveau riche”:
O novo blogstar pede passagem. Vai lá, Dulcídio, você tá podendo:
Além de estar nos "legais" do UOL, agora reformatado como "Blogosfera" (http://blog.uol.com.br/), estou aqui, no portal UOL Ciência & Saúde, espaço nobre do portal ao lado de gente de peso na área (http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/blogs/) e em destaque dentro de Ciência (http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ciencia/), o que muito me orgulha!
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
"Seu" Moraes - uma vida de labuta
Abro a caixa de entrada e a companheira Sônia Zerbetto comunica uma nova nada boa: “seu” Moraes, o muito querido e garçom mais antigo do Tekinfin, falecera nesta terça-feira. Nem tenho tempo de assimilar a notícia e Reinaldo Benedetti d’O Município me pede um depoimento sobre ele. Aceito, claro, mas falo muito menos do que ele merecia.
Devo grande parte desta protuberante barriga ao “seu” Moraes. Sempre gentilmente servido por ele, em momentos especiais, comemorações ou simplesmente num happy-hour, confesso ter sorvido alguns hectolitros de chope e devorado algumas toneladas de pizza. No Tekinfin, o bar mais bacana desta província de belos crepúsculos, eu sempre me recordo de momentos de confraternização. E nestes momentos e lugares em que a maior parte das pessoas se divertem, outras trabalham duro. “Seu” Moraes foi um destes, trabalhador, honesto e cheio de êxito na educação dos filhos. O cenário botequeiro de Sanja perde um de seus grandes personagens. Na última vez que o vi, meses atrás, ele, cansado de uma vida de labuta, só trabalhava nos finais de semana e na menos movimentada parte superior do bar. Triste, mas a vida continua. Disse o Luis Nassif em certa crônica: “Uns vão, outros vêm, é o milagre permanente das gerações”.
"Seu" Moraes
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
O macaúbico que inspirou Rosana Hermann
De Sampa, meu filho me avisa: “É impressão minha ou a Rosana Hermann copiou a sua Bio no Twitter?” Fui lá conferir e, verdade, a twittstar me copiou!
Tava lá na Bio da Rosana Hermann: (tal coisa) por formação, (tal coisa) por opção e (tal coisa) por diversão. Inflei por ser copiado pela famosa e influente blogueira.
Mas, de leve, na boa, cobrei: “E aí Rosana Hermann, cadê a grana pelo copyright da Bio?” Ela nem tchuns pra mim.
Hoje, abro o perfil dela e a Bio inspirada no macaúbico aqui sumiu (agora a Bio tá assim: “Mestre em física nuclear, aprendiz de terráquea, fuçadora de Twitter”).. Ô Rosana Hermann!, pode usar, mas dê os créditos ao criador. Um parvo, sim, mas criador.
Falando nela, sempre agitada e plugada, recebeu deste blogueiro uma pergunta sobre a sua inquietude: “Você tem pulga na calcinha?” Ela devolveu: “Isso é um elogio?”
Taí o Twitter dela:
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
"O campeão voltou, o campeão voltou..."
Nos anos 90, Milton Neves, com a enxurrada de títulos do time do Morumbi, cunhou a frase que foi adesivada em milhões de veículos Brasil afora: "Torcer para o São Paulo é uma grande moleza".
Estrutura, bom material humano, gestões competentes há décadas e uma torcida das mais apaixonadas que só faz crescer entre os mais jovens. Tudo isso propicia a longevidade do bordão criado por Milton Neves.
Ontem, 14/11/2009, fui ao Morumbi acompanhar in loco mais uma vitória com domínio inconteste do Tricolor paulista. Se a cariocada não manobrar nos bastidores, o quê já começou com a absurda perda de mando do último jogo, nos 2 x 0 contra o Vitória arrancamos para o quarto Brasileiro consecutivo.
Sim, começamos mal este Brasileiro, mas nos sprints finais o time se mostra o maior papa-títulos do futebol brasileiro. E, diga-se, títulos relevantes de Brasileiros, Libertadores e Mundiais. Paroquiais torneios estaduais??? Nada disso. Nossa vocação são para conquistas do tamanho do nosso estádio.
E o torcedor, eufórico e passional, grita nas arquibancadas: "O campeão voltou, o campeão voltou..."
domingo, 8 de novembro de 2009
A queda da UNIBAN
Edição muito bem feita por Carlos Cardoso, blogueiro, twitteiro. O cara sabe tudo e mais um pouco. O protesto com humor atinge o propósito de ridicularizar a UNIBAN pela absurda expulsão da aluna.
No blog, não consegui configurar bem a caixa de visualização do YouTube.
Segue abaixo o link direto para o site:
http://www.youtube.com/watch?v=snjPDpDg2Pk
sábado, 7 de novembro de 2009
Lauro Borges, humorista
Depois do encontro em julho no Rio, ele sucumbiu ao talento do gênio macaúbico. Cony lembrou-se das carnavalescas marchinhas de Lauro Borges.
Pé de moleque
Três semanas na China e no Japão não é tempo suficiente sequer para uma impressão, mas para quem, em matéria de oriente, só tinha ido a Niterói (que fica na parte oriental da baía da Guanabara), foi bastante para um certo deslumbramento provinciano, subdesenvolvido.
Não vou deitar a sabedoria que não tenho em matéria de China, como, aliás, não tenho sabedoria nenhuma sobre nenhum outro assunto. Mas, que diabo, não nasci ontem e conheço pelo menos quase todo o mundo ocidental.
Para dizer o menos, a China é um troço. Um Nordeste que deu certo e ameaça dar mais certo ainda. Com a maior população do planeta, crescendo 9% ao ano, adotando um comunismo "light" e um capitalismo de resultados, a China tem tudo para se tornar a superpotência do novo século.
Só um detalhe: a silhueta urbana de Xangai, por exemplo, coloca a silhueta de Nova York, símbolo da arquitetura vertical que substituiu os "cinquièmes" europeus do final do século 19, como uma silhueta datada, século 20. O novo, o surpreendente, é a Xangai, é a Pequim de hoje, não muito longe da Grande Muralha e da Cidade Proibida do milenar passado chinês.
Lembro a marchinha que Lauro Borges gravou num Carnaval antigo: "Eu já li no leque de um mandarim que pé de moleque já não leva amendoim". É isso aí. Teremos muita coisa a ler no leque dos herdeiros dos velhos mandarins, ensinando-nos coisas novas e contrárias ao nosso cartesiano saber ocidental.
Perdoem o tom deslumbrado da crônica, mas desde criança sou louco por pé de moleque com bastante amendoim. Não custa esperar que algum bem-intencionado me ensine a fazer um pé de moleque sem amendoim.
Estou realmente entrando num mundo novo e inesperado.
Não vou deitar a sabedoria que não tenho em matéria de China, como, aliás, não tenho sabedoria nenhuma sobre nenhum outro assunto. Mas, que diabo, não nasci ontem e conheço pelo menos quase todo o mundo ocidental.
Para dizer o menos, a China é um troço. Um Nordeste que deu certo e ameaça dar mais certo ainda. Com a maior população do planeta, crescendo 9% ao ano, adotando um comunismo "light" e um capitalismo de resultados, a China tem tudo para se tornar a superpotência do novo século.
Só um detalhe: a silhueta urbana de Xangai, por exemplo, coloca a silhueta de Nova York, símbolo da arquitetura vertical que substituiu os "cinquièmes" europeus do final do século 19, como uma silhueta datada, século 20. O novo, o surpreendente, é a Xangai, é a Pequim de hoje, não muito longe da Grande Muralha e da Cidade Proibida do milenar passado chinês.
Lembro a marchinha que Lauro Borges gravou num Carnaval antigo: "Eu já li no leque de um mandarim que pé de moleque já não leva amendoim". É isso aí. Teremos muita coisa a ler no leque dos herdeiros dos velhos mandarins, ensinando-nos coisas novas e contrárias ao nosso cartesiano saber ocidental.
Perdoem o tom deslumbrado da crônica, mas desde criança sou louco por pé de moleque com bastante amendoim. Não custa esperar que algum bem-intencionado me ensine a fazer um pé de moleque sem amendoim.
Estou realmente entrando num mundo novo e inesperado.
CARLOS HEITOR CONY, Folha de S. Paulo, 5 de setembro de 2009
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
1o. Encontro de Macaúbas Twitteiras
Este blogueiro agitou na província crepuscular o 1° Encontro de Macaúbas Twitteiras.
A idéia inicial era realizar o twitt-meeting no Bedrock, mas Claudinho e Beatriz não quiseram assar pizzas nesta segunda de Finados. Mataram o trabalho.
O lugar do plano B, Casarão, acolheu bem os beloca-twitters, e entre pizzas, petiscos e chopes, a conversa foi de mais de 140 milhões de caracteres. Papo eclético, ora internético, ora provinciano, tudo permeado por tiradas inteligentes e com muito humor.
Valeu pelos presentes, sinto pelos ausentes e, no próximo já em gestação, vamos juntar todo mundo.
Gold List First Macaúba Meeting:
O primo Lúcio
Achei esta foto de outubro de 1979. O primo estava na varanda da casa da tia Anete. O achado me cutucou a republicar um texto sobre o parente, que, à época do retrato, só era dado a traquinagens de criança.
A molecada brincava
E
C
Noutra
E os
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“Os
Permito-me, para concluir , apenas um breve apontamento : operador do mercado financeiro e rico , primo Lúcio, como nas historietas do início do texto , sempre correu riscos e jamais se contentou com o andar de baixo . Para o bem e para o mal .
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