quarta-feira, 27 de abril de 2011

Tabu quebrado

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Viagem que além do deleite propiciou a quebra de um tabu. Josiane Borges, lindeza!, tomou coragem e experimentou ostra. E o melhor: ela gostou. O maridão aqui torna público esse orgulho pela companheira de vida e andanças, que agora é também parceira na degustação do sabor único da gosminha marítima. No último dia da viagem, a dupla liquidou três dúzias do molusco. O ser humano evolui...

Na foto abaixo, Ioiô, o fornecedor das melhores ostras da Praia dos Carneiros.

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sábado, 23 de abril de 2011

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Curtindo o feriadão numa praia belíssima do Nordeste brasileiro, neste sábado 23 de abril meu coração está em Sanja. Ana Maria, minha mãe, completa sete décadas de uma vida de trabalho e devoção à família.

Não foram poucos os percalços que ela encontrou durante sua existência. Dificuldades que ela enfrentou, e superou, com retidão e dignidade.

A aparência frágil e a brandura no tratamento com o próximo escondem uma mulher que é uma fortaleza ímpar. Quem acompanhou sua trajetória sabe da bravura e sabedoria com que ela botou pra correr as tristezas decorrentes de algumas pesadas circunstâncias do destino.

Como filho, tenho muito orgulho de ser um “produto” da sua criação. E tenho certeza que, como educadora do ensino público, ela também plantou nos milhares de outros “filhos” os sólidos valores morais que sempre nortearam o seu caminho.

Lá nas alturas celestiais, Hélio (o marido), Augusto e Fiuca (os pais), como de hábito, devem estar tendo suas pequenas rusgas desimportantes. Grande e muito importante é a estima e admiração que todos eles têm por essa gigante mulher e mãe Ana Maria Bittencourt Lomônaco Borges.

Mãe, este filho errático que tenta ter um naco das suas virtudes, agradece a Deus por tê-la firme a seu lado nos momentos mais tormentosos.

Obrigado por tudo! Te amo!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Repouso Big Brother

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Noite destas subi a serra para dormir em Poços. Não, meus caros, os motivos do pernoite em Minas não foram nada românticos. O sono deste blogueiro (e mais ainda da sua sofrida esposa) tem sido um tanto tumultuado por “trovões” e “ausências de ar” (gostaram dos eufemismos para roncos e apnéias?). Por ordem médica fui a Poços para mapear numa clínica especializada estes incômodos noturnos. Depois de ouvir as várias recomendações da enfermeira para enfrentar o “repouso Big Brother”, fui conectado a uma série de fios que, dizem alguns entendidos, podem até reproduzir meus sonhos em 3D.

Depois de ter quase (eu disse quase, maldosos!) todo o corpo plugado à parafernália do exame, deitei-me para aguardar a chegada do estado inerte de desaceleração do metabolismo (tucanei o sono!?).

Antes da luz se apagar, a voz doce da moça de branco: “Boa noite, durma com Deus!”. Naquele ambiente profissional, frio, asséptico, os votos gentis de um sono com as bençãos divinas me fizeram crer que a humanidade ainda não está totalmente perdida.

Durmam com Deus, amigos!

sábado, 9 de abril de 2011

Panela do cerrado

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Depois de uma semana em Goiás, Josi resolveu mostrar nesta Sanja uma panelada clássica da cultura gastronômica do cerrado. A galinhada goiana (com muito pequi) que ela executou com maestria, além de deixar claro que ela não é mais só um rosto bonito na cozinha, nos fez sentir o sabor da mesa camponesa das comitivas do passado que desbravaram o belo Centro-Oeste brasileiro. Meu mantra “cozinha é coisa séria” foi muito evocado para considerar o esmero na execução da receita. Este humilde post homenageia os primos queridos que são nossos vínculos afetivos com o hoje pujante mas não menos tradicional Estado de Goiás.

domingo, 3 de abril de 2011

Milk Moni

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Falei aqui dia destes da Copabacana Sorvetes. Por justiça, já que cantei também em prosa e verso em várias crônicas a Sorveteria Macaúba, tenho que falar da Milk Moni do meu amigo Luis. Fora do eixo Centro-Mantiqueira, a casa há muitos anos instalada nas bandas do DER (Rua Alan Kardec) mantém uma clientela fiel ancorada no imbatível tripé: qualidade, preço e bom atendimento. Adoro a combinação sorvete com salada de frutas. Na Milk Moni essa combinação coberta com muito chantilly leva o nome de Taça Tropical (foto). Conhece lá? Não!? Saia um pouco do circuito badalado desta Sanja e vá conhecer as delícias geladas da Milk Moni.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Ice Sanja

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Copacabana Sorvetes Especiais. Recém-aberta em Sanja, a casa inova no cardápio dos gelados. Sabores pouco convencionais como jabuticaba, pera, mexerica, damasco, fazem do lugar um refresco na mesmice dos clássicos, que também lá estão para não decepcionar os mais conservadores. Sob o comando do casal Beto Mançanares (que muito aprendeu sobre a boa mesa nos anos que morou nos EUA) e Lili Barbosa, a nova sorveteria tem algumas taças que também chamam a atenção pelo inusitado: feijoada de sorvete e sorvete assado. Onde? Na esquina da Saldanha Marinho com a General Carneiro.
O gentil cap Beto nos serviu para degustação esse canapé gelado da foto: sorvete de queijo com pasta de tomate seco. Hummmmmm!!!!!!

sexta-feira, 4 de março de 2011

J. Prata

 

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Sergipano de Lagarto, José Nery Prata chegou nesta Sanja nos anos 60 como funcionário do Banespa. Talentoso e vocacionado para a publicidade, foi um dos pioneiros aqui das propagandas via carros de som. Quem não se lembra da Kombi laranja do J. Prata que em meados dos anos 70 circulava na cidade com a voz de J. Amaral em peças do tipo: "Pernambucanas, crédito aberto num piscar de olhos!".
Vizinho do J. Prata na Tereziano Vallim, o moleque de antanho adorava ser convidado para umas voltas na Kombi da publicidade sonora.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Macaúba enlatada

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Desta vez cheguei na capital portenha com o propósito resoluto de ver o Boca na Bombonera. Pela manhã descubro na calle Florida que ingressos para o setor dos boquenses já estão vendidos para a temporada toda. O jeito é ir para a porta da mítica cancha e tentar comprar de cambista as entradas para a área dos visitantes. O visitante, no caso, é o time do All Boys, que é novo na primeira divisão do futebol argentino. O time do bairro portenho de Floresta tem uma pequena mas fanática torcida.

Sem precisar andar muito, um cambista me aborda e oferece bilhetes por 150 pesos (o preço oficial era 40 pesos). Uma pechinchada e por 240 pesos garanto dois ingressos.

Desconfiado do milongueiro que me vendeu, pergunto a um guarda sobre a autenticidade das entradas. O oficial, um Gardelón dramático, diz que eu fui ludibriado com bilhetes falsos. Mesmo assim ele recomenda aguardar a abertura dos portões.

Catracas liberadas pela tarja magnética, alívio!, absolvem o homem dos bilhetes e condenam o canastrão de farda. Quatrocentos mil degraus separam a rua das arquibancadas visitantes. Suarento ao chegar perto das nuvens, senti o sacrifício físico de um pagador de promessas. A secura era tanta que paguei 12 pesos por menos de 300ml de Coca-Cola. Bebi a gaseosa em 10 segundos.

Imaginei que assistiria ao jogo na companhia de meia dúzia de torcedores do All Boys. Engano. Fui ludibriado pelo meu achismo. O bairro inteiro de Floresta foi ao estádio e, num “conforto enlatado”, ficamos mais de 90 minutos em pé escutando os impropérios espanhóis entoados pela hinchada visitante. “Cancha de mierda”, “Não-sei-que-lá de tu madre”…

No meio dos apoiadores do All Boys, vestimos a camisa e vibramos (e xingamos) muito com eles, eufóricos por resistir à pressão do poderoso Boca num 0 x 0 heróico.

E heróico foi presenciar o meu primeiro cotejo na Bombonera. Experiência única pra quem ama o futebol.

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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Plástico prático e comida boa

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Tenho razões profissionais para defender o uso do dinheiro de plástico. É fato. Mas lavro este post apenas como consumidor.
São duas casas que vendem comida, que têm uma clientela A-B consolidada, produzem os seus acepipes com uma qualidade indiscutível, têm equipes muito boas no atendimento de balcão, MAS, PORÉM, ENTRETANTO, CONTUDO, TODAVIA, relutam bravamente em oferecer à freguesia a comodidade do pagamento via cartões de débito/crédito. Estava ontem em uma destas casas com alguns trocados e muitos cartões no bolso. Usei o parco cash para pagar o pãozinho francês e fui a um supermercado gastar quatro vezes mais em bebidas e frios. Pela facilidade, poderia ter comprado tudo num lugar só.
Nas transações com cartões, os encargos cobrados pelas administradoras (% sobre a venda e aluguel do equipamento) são facilmente cobertos pelo aumento nas vendas propiciado pela oferta do pagamento eletrônico. Em qualquer ramo de atividade, o portador de um cartão de débito/crédito compra por impulso. Se o ramo é alimentício, quadriplique a incidência destes impulsos consumistas.
Pela categoria/qualidade das duas casas, nunca vou deixar de comprar, mas ficaria imensamente feliz se o José Alberto da PANIFICADORA CASTELO e o Marcos da ROTISSERIA KUKA FRESKA oferecessem à sua qualificada clientela a opção de pagamento que mais cresce nos dias de hoje.
A glutonaria de Sanja vai comprar agradecida.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Morde a assopra

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Dissabores e sabores de uma vida online e das relações de consumo decorrentes. Noite de ontem e liguei para o *8486 da Vivo para cancelar uma linha de dados que estava em completo desuso. Ao teclar a opção "cancelamento" no pré-atendimento eletrônico, esperei mais de 40 minutos para ser atendido, repito, QUARENTA MINUTOS. Depois da absurda espera, uma ligação ruim do cão e desculpas de "sistema inoperante" me levaram a cornetear sobre o ordinário atendimento no Twitter. Em poucos minutos recebo uma DM (direct message) da @Vivoemrede me sugerindo um SMS para o número 1058. Disparo o torpedo e em poucos SEGUNDOS se estabelece um chat-SMS com uma atendente da empresa. Depois de uma confirmação rápida de dados, em menos de cinco minutos no chat-SMS recebo o número do protocolo do cancelamento. Rápido, clean, civilizado, eficiente. A rápida solução via mensagem de texto redimiu a empresa pelo péssimo atendimento de voz. Pela cobertura 3G, pela qualidade do sinal e, mesmo com as pontuais falhas, pelo atendimento ao cliente, sou VIVO.