sábado, 28 de maio de 2011
sábado, 14 de maio de 2011
Coisas sérias
Minha tribuna tá cada vez mais íntima. E mais doce!
E essa minha mulher continua surpreendendo. Olha só no que ela, Josi, transformou uma abóbora que eu ganhei nas montanhas da mineira Albertina. O gosto, eu garanto, tá tão bom quanto a aparência.
A boa mesa tempera a relação e reforça os vínculos afetivos.
O amor e a cozinha são coisas muito sérias!
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Espinho na goela
O sábado prometia. Manhã de compras e perambulagem na Dona Gertrudes. Um lauto almoço precedeu —e provocou— o necessário cochilo pós-repasto.
Desperto com uma baita vontade de chupar mexerica. Sem a fruta nos meus domínios, apelo e vou para o sofá com a rapa de um pote de sorvete que há semanas hibernava no freezer.
O speaker do SporTV já estava na telinha mostrando um Morumbi cheio a espera do cotejo Tricolor X Santos. O jogo sabático qualificaria o primeiro finalista do Paulistão (Paulistinha, para mim e para muitos) 2011.
O jogo começa e aí... bem, e aí Ganso e Neymar enchem a minha garganta de espinho de Peixe.
Depois de uma primeira etapa em que o São Paulo errou arremates aos borbotões, o Santos voltou com seus astros divinamente (pensei em grafar “diabolicamente”, mas recuei) inspirados. A dupla infernal (pensei em grafar “celestial”, mas recuei) desequilibrou. Eles são do Bem ou do Mal?
E o destaque aconteceu com a participação estelar de Muricy Ramalho, que ousou ao botar um terceiro zagueiro no lugar do centroavante. Essa troca, inusitada e genial, liberou o tráfego letal dos laterais nas marginais do gramado. O primeiro tento que veio da cabeça de Elano depois de uma jogada bem trabalhada não vai ser tão lembrado como o segundo. Neste, um lançamento primoroso de PH Ganso colocou Neymar na cara de Rogério 100 Ceni. Sem ângulo para a finalização, o moleque moicano serviu Ganso que, entrando na grande área, disparou um petardo seco e certeiro. Golaço!
Golaço de um time que encanta e provoca aplausos até dos oponentes. E vai encantar mais ainda depois que levantar o caneco paulista em cima dos maloqueiros da Fiel. Em cima do Corinthians dos gordos pré-aposentadoria e do boquirroto Andres Sanchez, sou peixeiro da Vila desde criancinha.
Lamento
Em julho de 2007, escrevi no rodapé de uma crônica uma nota que merece replay, não pelo autor parvo, mas pelo conteúdo que chama a atenção para uma triste realidade que ainda perdura em Sanja.
"Russos e libaneses polemizam nas páginas d’O Municipio sobre o ‘bola ao cesto’ na Esportiva. Falta-me tempo e competência para apurar quem está com a razão.
Mas não posso me omitir. Desde o Palmeirinha dos anos 70/80 eu não vibrava tanto com um escrete crepuscular. Ter um time competitivo num certame de projeção nacional é fundamental para a identidade da cidade. E é mais importante ainda para a molecada, que recebe altas doses de estímulo para a prática esportiva. E tanto melhor se esse time tiver, por menor que seja, um vínculo com um clube tradicional. Ganha o clube, ganha o time, ganha o esporte, ganha a cidade."
domingo, 1 de maio de 2011
Bronha-break
Só mesmo o impagável Xico Sá para blogar uma notícia destas. Imaginem se a moda pega, o Brasil vai ser vanguarda na legislação trabalhista com o "bronha-break".
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Tabu quebrado
Viagem que além do deleite propiciou a quebra de um tabu. Josiane Borges, lindeza!, tomou coragem e experimentou ostra. E o melhor: ela gostou. O maridão aqui torna público esse orgulho pela companheira de vida e andanças, que agora é também parceira na degustação do sabor único da gosminha marítima. No último dia da viagem, a dupla liquidou três dúzias do molusco. O ser humano evolui...
Na foto abaixo, Ioiô, o fornecedor das melhores ostras da Praia dos Carneiros.
sábado, 23 de abril de 2011
70
Curtindo o feriadão numa praia belíssima do Nordeste brasileiro, neste sábado 23 de abril meu coração está em Sanja. Ana Maria, minha mãe, completa sete décadas de uma vida de trabalho e devoção à família.
Não foram poucos os percalços que ela encontrou durante sua existência. Dificuldades que ela enfrentou, e superou, com retidão e dignidade.
A aparência frágil e a brandura no tratamento com o próximo escondem uma mulher que é uma fortaleza ímpar. Quem acompanhou sua trajetória sabe da bravura e sabedoria com que ela botou pra correr as tristezas decorrentes de algumas pesadas circunstâncias do destino.
Como filho, tenho muito orgulho de ser um “produto” da sua criação. E tenho certeza que, como educadora do ensino público, ela também plantou nos milhares de outros “filhos” os sólidos valores morais que sempre nortearam o seu caminho.
Lá nas alturas celestiais, Hélio (o marido), Augusto e Fiuca (os pais), como de hábito, devem estar tendo suas pequenas rusgas desimportantes. Grande e muito importante é a estima e admiração que todos eles têm por essa gigante mulher e mãe Ana Maria Bittencourt Lomônaco Borges.
Mãe, este filho errático que tenta ter um naco das suas virtudes, agradece a Deus por tê-la firme a seu lado nos momentos mais tormentosos.
Obrigado por tudo! Te amo!
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Repouso Big Brother
Noite destas subi a serra para dormir em Poços. Não, meus caros, os motivos do pernoite em Minas não foram nada românticos. O sono deste blogueiro (e mais ainda da sua sofrida esposa) tem sido um tanto tumultuado por “trovões” e “ausências de ar” (gostaram dos eufemismos para roncos e apnéias?). Por ordem médica fui a Poços para mapear numa clínica especializada estes incômodos noturnos. Depois de ouvir as várias recomendações da enfermeira para enfrentar o “repouso Big Brother”, fui conectado a uma série de fios que, dizem alguns entendidos, podem até reproduzir meus sonhos em 3D.
Depois de ter quase (eu disse quase, maldosos!) todo o corpo plugado à parafernália do exame, deitei-me para aguardar a chegada do estado inerte de desaceleração do metabolismo (tucanei o sono!?).
Antes da luz se apagar, a voz doce da moça de branco: “Boa noite, durma com Deus!”. Naquele ambiente profissional, frio, asséptico, os votos gentis de um sono com as bençãos divinas me fizeram crer que a humanidade ainda não está totalmente perdida.
Durmam com Deus, amigos!
sábado, 9 de abril de 2011
Panela do cerrado
Depois de uma semana em Goiás, Josi resolveu mostrar nesta Sanja uma panelada clássica da cultura gastronômica do cerrado. A galinhada goiana (com muito pequi) que ela executou com maestria, além de deixar claro que ela não é mais só um rosto bonito na cozinha, nos fez sentir o sabor da mesa camponesa das comitivas do passado que desbravaram o belo Centro-Oeste brasileiro. Meu mantra “cozinha é coisa séria” foi muito evocado para considerar o esmero na execução da receita. Este humilde post homenageia os primos queridos que são nossos vínculos afetivos com o hoje pujante mas não menos tradicional Estado de Goiás.