terça-feira, 27 de outubro de 2020

Frutas Del Bosque

O amigo crepúsculo-argentino, Alberto Umhof, radicado nestas plagas macaúbicas desde 2000, empreendeu por duas décadas no segmento de telecomunicações. Foi ele o fundador da conhecida BVCi. Vender a empresa para um grande grupo poderia sinalizar um merecido retiro dolce-far-niente. A curtição veio com um sítio no topo da Serra da Paulista. O dulçor veio com um pomar de amoras e framboesas. O fazer nada não vingou. Apaixonado pela nova propriedade, Alberto e a mulher Graciela adiaram a aposentadoria para cultivar frutas vermelhas na geografia serrana que tanto seduz nesta província abençoada pela divindade da natureza. Frutas Del Bosque é o nome do selo que embala as deliciosas frutas rubras que servem para sucos, geléias, caldas, saladas etc, e que também têm na cor, nos sabores e nas formas sutis apelos eróticos. 


O post é ilustrado com a obra do chef Jose Luiz Gabriel da Doce Vida: a clássica pavlova, cujo leve suspiro é recheado com creme pâtissier e coberto com calda de amoras e framboesas. Frutas vermelhas frescas finalizam a sobremesa.



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Frutas Del Bosque: 19 3636-4611 // 19 98184-8394

Doce Vida: 19 98194-0091

sábado, 24 de outubro de 2020

Ciao Gelato & Caffè

O forte sotaque paulistano entrega que Marília, a cidade, só ouviu o primeiro choro de Paulo. Na capital ele brincou, cresceu e fez a vida. O casamento com a sanjoanense Luiza fez ele se apaixonar também por este irresistível pé da Mantiqueira. Morar em São João veio como um imperativo do coração e como um desejo de dar qualidade de vida à filha Helena.


Brilhando de tão nova, a Ciao Gelato & Caffè, by Paulo e Luiza, foi concebida num caldeirão que mistura este torrão serrano com experiências gastronômicas notadamente italianas. Sorvete e café feitos seguindo os preceitos da Bota sem medo de mesclar com cores, temperos e ingredientes regionais.


Doce de leite Montezuma, milho e geleia de Águas da Prata, pães da Ueba e da Nita, amora da Serra da Paulista, queijos Roni, café de São Sebastião da Grama...


Na Durval Nicolau, o lugar gostoso, moderno, claro, arejado e acolhedor tem destas cercanias montanhosas muito, mas muito mais do que uma Boa Vista.


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Av. Durval Nicolau, 698

São João da Boa Vista, SP

sábado, 10 de outubro de 2020

Banana Split


Minha vó Fiuca, fim dos anos 70 até o começo dos 80, era assídua freguesa das Lojas Americanas de Campinas e Ribeirão. Era um conceito moderno de comércio para a época. Dentro da loja, eu achava o máximo, havia lanchonetes. Foi numa das Americanas que tomei –depois, óbvio, de um hambúrguer– minha primeira Banana Split, naqueles balcões típicos norte-americanos. Em São João, puxando as lembranças, tomava Banana Split no Tekinfin, na Dona Angelina, na Bambi... 


Hoje em dia, vez ou outra, revisito nostalgicamente essa taça tão clássica na não menos clássica Sorveteria Macaúba. Gosto do desenho tradicional com as bolas de chocolate, nata e morango.


Geograficamente, venço um quarteirão até a Macaúba; afetivamente, volto quarenta anos atrás.

Yuzu

Na Liberdade. A indicação e a companhia de uma amiga que conhece boa comida. Numa das mesas, um distinto senhor oriental empunha os hashis com a habilidade de quem sabe. A fachada não chama a atenção, tampouco há glamour no sóbrio interior que remete a um Japão mais tradicional. Não quero shopping, não quero restaurantes bacaninhas de rede e sabor industrial. Quero Liberdade! Quero Bom Retiro, quero Centro, quero Moóca, quero Vila Sônia, quero Freguesia do Ó, quero Brás... quero restaurante de rua!

Pizza feelings


A paixão por pizza já me fez cometer algumas loucuras. Numa viagem de trem de Roma a Pompeia, a escala de hora e meia em Napoli não me impediu de sair da estação tresloucadamente pelo Centro da cidade —que eu não conhecia— única e exclusivamente para comer redondas na capital delas. Era um domingo e a intenção eram os discos da lendária Da Michele. A famosa pizzaria do filme “Comer, Rezar e Amar” estava fechada, o que aumentou a ansiedade deste roliço escriba. O Google contou que nas proximidades a Trianon da Ciro seria tão boa quanto a Da Michele. E foi! Enquanto comíamos, eu e Josi, a melhor pizza de nossas vidas, meu olho estava no relógio dividindo a atenção com o pizzaiolo que não parava de falar o quanto ele idolatrava o centroavante Careca, que fez com Diego Maradona a dupla mais infernal da história do time napolitano. Chegar esbaforido de volta ao terminal Napoli Centrale não foi nenhum incômodo depois daquela inesquecível pizza tão marcante quanto as incríveis ruínas de Pompeia.

Desde aquele março de 2014, buscar pizzas “vero napoletanas” passou a fazer parte da cesta básica da existência deste compulsivo cronista. Comi algumas realmente boas em outra viagem à Itália, em New Haven (EUA) e também em São Paulo na Napoli Centrale —olha o nome aí de novo— do Mercado de Pinheiros. No último mês de 2019 descobri uma “vero napoletana” não tão longe de casa. A Hannds de Mogi Mirim, antes da pandemia, me botou meia dúzia de vezes na estrada para devorar suas fantásticas e corretíssimas redondas. O isolamento pelo vírus maldito tirou violentamente a Hannds dos nossos deleites de outono e inverno.

Nesta primavera nascente, Josi foi a Mogi Mirim por motivos originalmente não tão prazerosos e, glória!, retornou com o carro revisado e com quatro lindezas napolitanas da Hannds que foram dignamente reavivadas no nosso modesto forno doméstico. Meu doloroso interregno acabou, acreditem!, na mesa de afetos da Tereziano Valim.

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Bedrock, o retorno

Que massa! Que molho! Matei a saudade, matei a vontade!


Aquele lugar fundado em 2002 que gravou sua marca na alma da cidade. No início, localizada no começo da Durval Nicolau, um barranquinho tinha que ser vencido pelo comensal que quisesse saltar da calçada para dentro da rústica pizzaria. Um som maneiro, às vezes ao vivo, um piso terroso, um atendimento despojado, a lenha queimando em homenagem às redondas deliciosas de nomes inusitados servidas na pedra. Claudinho Flaminio foi o idealizador —e construtor— da Bedrock. Claudinho era o cara.


Claudinho ainda é o cara. Agora, junto com o inquieto Renan Menezes, numa outra altura da Durval Nicolau, eles fizeram a Bedrock renascer cercada de bairros nobres e de condomínios que concentram o PIB crepuscular. Na concepção da nova casa há referências agrestes que remetem às origens. O prédio é zerado, bacaninha e funcional, erguido num dos chãos mais desejados da província, mas a essência Bedrock continua ali, temperada com a vibe da espontaneidade e aquecida com o forno de afetos de quem assa o que ama.


Pizza na ardósia e play no reggae, Sanja people, a Bedrock voltou!


🍕🍕🍕

Por enquanto, só no delivery

De segunda à segunda, a partir das 18h

19 3631-0300 // 19 99186-3155




segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Café Galeria

Um casarão estiloso de 1894 construído pelo coronel Cristiano Osório de Oliveira. O elegante imóvel em Poços de Caldas era destinado a veraneio do ilustre personagem da história de São João da Boa Vista.


Hoje, propriedade do Instituto Moreira Salles, a edificação restaurada abriga um charmoso café onde o cliente pode comer e beber nos suntuosos salões, na varanda ou no jardim sob jabuticabeiras. 


O lugar por si só já valeria a visita, mas eles ainda têm a audácia de bem servir um montão de gostosuras. 


☕️🧇 ☕️🧇 ☕️🧇 

Rotina Café Galeria

de terça à sexta, das 14h às 19h

sábados e domingos, das 9h30 às 19h

Rua Teresópolis, 90

Poços de Caldas, MG


domingo, 16 de agosto de 2020

Home Office

Quase 150 dias trabalhando em casa. No que concerne à labuta em si: outro ambiente, outra disciplina, outras formas de produzir, outras maneiras de abordar clientes, outros trajes, outros horários. A tecnologia auxiliando fantasticamente na comunicação, nos métodos, na organização e no registro dos contatos. O saldo tem sido muuuito positivo. 

🏡 💻 📱

Uma cliente, preocupada com a ausência do contato visual, solicitou uma chamada de vídeo para saber se eu era eu mesmo. Família dela toda na sala olhando para este gordo operário na tela do celular, e a senhora festeja espantando a desconfiança: “olha lá, é ele mesmo, é o seu Lauro mesmo, não é golpe”.


Por pouco não arrisquei uma performance coreografada para tão seleta audiência. 

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Cagaço


Depois de um dia longo, calórico e etílico, resolvo aliviar a culpa pelos excessos abdicando do carro para vencer a pé o chão terroso das imediações do Coqueiro Torto à Fonte Platina.

Quase 19h e a escuridão reina na estrada sinuosa. O frio da montanha bate inclemente no meu rosto.

No meio do caminho, perto de uma ponte, algumas reses perambulam pela mesma trilha. Que diabos fazem aqueles ruminantes ali, vagando sem rumo na imensidão da noite?

Miro neles a lanterna do iPhone para sondar as reais intenções daquele pequeno rebanho. As pupilas dos bichos brilham ameaçadoramente. Sinto-os acuados e acuado eu também fico. Dois ou três touros ostentam chifres mortais. Um deles se aproxima e faz algo como se fosse um sapateado pra me botar medo. Consegue. Sou tomado por um cagaço e solto instintivamente: “Ôôôôô!”. Não sei pra que esse som serve, mas meu algoz se afasta um pouco.

Metros à frente, dois dos chifrudos resolvem brigar. Enquanto eles se enfrentam num assustador combate de cabeças, os mugidos ecoam na floresta enquanto os outros desgraçados me cercam. Achei que me fazer de estátua seria prudente. Paralisado e apavorado, senti verdadeiramente que o meu fim estava próximo. Seria, talvez, uma vingança da espécie pelas centenas de picanhas que me deleitaram ao longo da vida.

Os faróis do meu Honda —Josi ia me resgatar na Fonte Platina— jogam luz naquele ambiente tenso. Os bovinos se distanciam com o ronco do veículo. Menos aturdido, eu desisto da caminhada, me aboleto no banco do passageiro e mais convencido fico da minha total incompatibilidade com o gado. 

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Do Genoma à Xícara

Andréa, a idealizadora e guia do roteiro
Um programa de fim de semana que valoriza uma das maiores riquezas da Mantiqueira. A vocação cafeeira de Espírito Santo do Pinhal, SP, mostrada em detalhes num gostoso passeio de quatro horas que começa no Centro da cidade, passa pela lavoura e termina num café caipira à mesa de uma propriedade centenária. 

O tour que junta História, conhecimento técnico e gastronomia foi idealizado e é guiado pela engenheira agrônoma, pesquisadora e ativista Andréa Squilace de Carvalho. Neta de italianos e filha de cafeicultor, ela é uma pinhalense entusiasta da gente e da cultura do seu torrão natal. 

No fim da jornada no Sítio Santa Rita do Olho d’Água, harmonizando um café coado à moda antiga com pão caseiro, manteiga, geleia de jabuticaba e bolos —o de limão cavalo é de outro mundo—, Andréa conta o quanto ela gostaria que mais turistas de Pinhal e região fizessem o roteiro que tantos paulistanos e estrangeiros fazem e se apaixonam. 

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Contato: 19 99921-1272 
[o passeio para grupos de no máximo dez pessoas segue todos os protocolos sanitários relacionados à covid-19]

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Mais fotos do roteiro: