sábado, 11 de fevereiro de 2012

O Bacalhau que Chora

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Adoro esse peixe que nada em águas nórdicas e faz sucesso nas receitas portuguesas. Agora a plebe crepuscular tem uma boa opção para degustar bacalhau na Grande São João. Acreditando na indicação do amigo Ricardo “Caminhão” Nasser, subi a serra para sorrir n’O Bacalhau que Chora.

O restaurante (link aqui) que tem um jeitão de bar fica fora do eixo turístico de Poços. O lugar é bem ajeitadinho, mas sem nenhum requinte. A boa surpresa é o cardápio, com meia dúzia de pratos de gadus morhua (bacalhau, no jargão científico).

Aceitei a sugestão do garçom e pedi uma bela posta dele grelhado com alho, acompanhado de brócolis, vagem, azeitonas pretas e cenoura. Este (foto acima) custa R$ 39,90 e serve bem o sujeito que tenha um apetite civilizado.

Como civilidade nas porções não é uma virtude deste escriba, encerrei a refeição com outro pedido: o prato que tem o mesmo nome da casa. O Bacalhau que Chora (foto abaixo) é uma cebola grande, assada, coberta com queijo, que vem recheada com bacalhau desfiado, cebola, alho e cheiro verde. Ele chega à mesa guarnecido por um digno purê de mandioquinha. Você gargalha de alegria ao descobrir que o choroso acepipe custa menos de R$ 18,00.

Também há algumas opções pra quem não aprecia o peixe. Botei reparo na travessa do vizinho, que tinha uma linda porção de costelinha de porco grelhada com molho barbecue e fritas.

Neste sabadão fomos abençoados por muito mais que uma trégua do calor.

Sorria, sorria muito! O bacalhau chora bem pertinho de Sanja!

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Onde?

Rua Major Joaquim Bernardes, 526
Bairro Aparecida
Poços de Caldas - MG

(35) 3714-7080

http://www.obacalhauquechora.com.br/

sábado, 21 de janeiro de 2012

Corpo e alma

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Experiência sensorial marcante há pouco no FELICE GOURMET. Gastronomia e música. Alimento para o corpo e para a alma.

O restaurante que, pela comida e ambiente, já caiu no gosto da nação crepuscular, viva!, agora também atrai quem quer som de bom gosto. De muito bom gosto.

Já conhecia o bufê excepcional no almoço. Hoje fui provar o jantar a la carte da talentosa chef Alessandra.

Escolhi um filé flambado com risoto de funghi, mas também cobicei (e fotografei) a truta com amêndoas, aspargos e arroz negro da mesa vizinha.

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A pinhalense Jô Martucci foi a agradável surpresa melódica da noite. Eclética no repertório, afinadíssima e dona de um timbre maravilhoso, a cantante faz uma harmônica dupla com seu pai, que é instrumentista. É aquela música que agrada e que reverbera num volume civilizado pra não invadir a conversa nas mesas.

E ainda terminei a refeição com mais agrado ao paladar: amoras flambadas com sorvete de creme. O contraste entre o azedinho saboroso da fruta vermelha com a suave baunilha do creme gelado.

Notável repasto, sob todos os aspectos.

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onde?

Rua General Osório, 163 – Centro - fone: 3635-2268

domingo, 18 de dezembro de 2011

Dom Caneco

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Chope na caneca estupidamente gelado, bauru de lombo que honra as sânjicas tradições do sanduba e uma pizza da escola Poiano (massa fina e molho de tomate cru de sabor único). Dom Caneco é a nova choperia dos Crepúsculos, num casarão reformado da família Aceturi bem na esquina da Hugo Sarmento com a Benedito Araújo. Vai cair no gosto da plebe macaúbica.
Ah!, e as pizzas levam nomes de ruas da cidade. A Tereziano Vallim, linda!, é a  clássica marguerita e a Dona Gertrudes, gostosa!, vem coberta com anchovas.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Estacionamento ímpio

Pecado

Inicio esta postagem com a reflexão que ouvi de um urbanista: “Para avaliar a dimensão democrática dos centros urbanos é só verificar o quão largas são suas calçadas”. Largas e exclusivas para pessoas, acrescenta o autor destas linhas.

Nas esquinas e nas redes sociais ainda há calor nos debates sobre o estacionamento no entorno da Catedral.

E se há clamor, segue o andor...

A Polícia Militar, ao que consta, tem feito um trabalho ostensivo de fiscalização nos horários noturnos de missas mais concorridas. Nas cerimônias diurnas, quando a vigilância relaxa, o abuso voltou a ocorrer. O mau costume de alguns motoristas está tão arraigado que só a pedagogia de punição financeira para dar cabo a tão reprovável ato.

Infringir (infração grave segundo o Código de Trânsito) a lei é só um dos fatores que condenam o malfadado estacionamento. Existem outros tão ou mais importantes.

A invasão veicular sobre o passeio público, mais do que uma questão estética, transmite a imagem de uma urbe desordenada onde o arruaceiro faz o que quer e o Estado é omisso.

Numa área central de grande fluxo de pedestres, a segurança destes é colocada em risco ao misturá-los com o trânsito desarranjado de veículos na praça.

Há ainda que se falar do dano ao patrimônio público. O piso, um belo trabalho executado em pedras portuguesas, não foi dimensionado para suportar tráfego de veículos. Além do risco iminente de afundamento, o calçamento poroso pode padecer de manchas permanentes causadas por eventuais vazamentos de óleo lubrificante.

Ainda, vai contra qualquer principio de sustentabilidade pensar um espaço público onde os automóveis sejam privilegiados em detrimento dos transeuntes.

Ouvi de um amigo o seguinte questionamento aos católicos que ali se mostram tão incivilizados: “É possível ser um bom cristão e um mau cidadão?”.

Se regras não escritas de boa educação não bastam, a autoridade não pode transigir quanto ao cumprimento dos dispositivos legais, sob pena de descrédito absoluto e abertura de perniciosos precedentes.

As lamentáveis transgressões, esta e outras que ocorrem na cidade, são problemas em si. Mas elas carregam simbolismos maiores, muito mais graves: o júbilo da ilegalidade e o triunfo da barbárie.

Boas Festas!

Cartão de Natal - Família Borges

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Parking herege

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Rola lá no Facebook um debate sobre o uso do passeio público no entorno da Catedral como estacionamento de veículos nos horários de missas e casamentos.

Um amigo disse que excetuando a calçada, o resto do entorno faz parte da propriedade da Diocese, podendo ela dar o uso que achar conveniente ao espaço.

Quero, aqui, fazer uma abordagem mais ampla do assunto, nos tópicos que seguem:

1) A recente grande reforma da Catedral foi concebida e executada graças a um grupo abnegado da cidade que reuniu poder público, fiéis, empresários e preservacionistas. E quando falo da reforma, não falo só do interior da igreja, mas também do seu entorno, incluindo o calçamento de pedras portuguesas;


2) Será que esse grupo aprova o uso da área que circunda o templo para circulação e estacionamento de veículos?;


3) Existe a questão estética (passa uma imagem de desordem os carros sobre o passeio público), a questão de segurança (carros X pedestres numa área de grande fluxo no centro da cidade) e a questão estrutural (o local foi projetado para pedestres e o uso habitual para a circulação de veículos pode danificar o calçamento de pedras portuguesas);


4) Há que se falar ainda da questão urbanística: vai contra a lógica da sustentabilidade pensar um espaço público (sim, lá é público) em que os carros sejam privilegiados em detrimento dos pedestres;


5) Conheço um bocado de catedrais históricas por aí. Não vi em nenhuma o seu entorno tomado como estacionamento;


6) Ouço de muitos nas esquinas desta Sanja o desconforto com a situação, mas ao mesmo tempo percebo um sentimento de leniência com o caso por parte do poder público, da imprensa, da sociedade civil;


7) Seria o temor do confronto com uma instituição tão poderosa, a Igreja Católica? Ao que parece, o estacionamento ímpio é autorizado única e exclusivamente pelo pároco da Catedral, o Monsenhor Denizar Coelho.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Amar é muito melhor

Lusa Logo

Hoje eu quero bacalhau, vinho do Porto e pastel de Belém! Hoje eu quero dançar o Vira! Roberto Leal, lembram dele?, está que não se agüenta.

Deixemos um pouco de lado o quarteto dos grandes paulistas e vamos homenagear o escrete do Canindé.

A Portuguesa, gajo, com certeza está na crista da onda. Está na moda pelo assombroso desempenho na Série B que culminou com o primeiro troféu nacional de sua história. A equipe comandada por Jorginho alcançou 68,5% dos pontos disputados.

Chamar o time de “Barcelusa” ou de “Realusa” soa um tanto demasiado, mas esse exagero se explica pela enorme paixão de sua minúscula torcida. Como um time com tão poucas conquistas desperta sentimentos tão intensos nos seus torcedores?

A maioria dos brasucas que diz gostar de futebol, do jogo jogado, e de seus times de predileção mostra, na prática, que gosta mesmo é de vencer.

Em pelejas dos grandes, as pequenas platéias são justificadas pelas fases ruins. Na prática, fica claro uma relação interesseira em que só os êxitos levam o torcedor aos estádios.

Amor de fut-aficcionado é ―ou deveria ser― incondicional. Simplesmente você não vive sem aquele time, sem aquela camisa. Padece e vibra por causa dele, mas não o deixa ao relento, passe o que passar, aconteça o que acontecer.

Uma ligação tão vigorosa, às vezes excessiva, pode ajudar no desenvolvimento do caráter do indivíduo. O sujeito adquire um anteparo psicológico robusto para encarar os oponentes e as galhofas, tudo em nome de sua paixão. Ele não vira bandeira, não se esconde, não se acovarda.

Os torcedores da Lusa também somem em grande parte quando as coisas vão mal e emergem quando os triunfos acontecem, como ficou explícito nos dois últimos cotejos disputados no Canindé.

Mas é impossível negar que torcer pela Portuguesa é muito, muito mais difícil. Só o gostar demais explica.

É lindo ver a molecada, tão influenciável por vitórias, berrando nas arquibancadas com o coraçãozinho sob o manto dos Leões da Fabulosa.

Alguns dirão ter compaixão destes infantes pela escolha de um time com tamanha privação de glórias.

Prefiro ver por outro ângulo menos pragmático. Vencer é bom, mas amar é muito melhor.

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Gol do Baixinho

Dia destes na Câmara Federal, o establishment parlamentar armou uma retranca para proteger o presidente da CBF.

Romário, neo-deputado, também sabe driblar defesas no Congresso. Praticamente sozinho no saudável papel de crítico, cutucou, perguntou e disse ao nebuloso e suspeitíssimo Ricardo Teixeira o que o Brasil tem vontade de dizer. Golaço!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Dona Lindona vive!

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Junto com o bauru de lombo é o lanche mais icônico desta Sanja crepuscular. Nasceu no Porão, renasceu no Salamalec, passou pelo Baiuca e agora revive no Schnaps.

O Dona Lindona, criação deliciosa do amigo Celso Zerbetto, voltou para matar a saudade dos glutões súditos da Beloca. Sob o comando da Solange Giollo, que resgatou a Dona Dorotéia, ex-cozinheira do Salamalec, a casa fica na Teófilo de Andrade com a Campos Salles, onde aquela delícia reina no cardápio e vem à mesa sob caprichadas pinceladas de geléia de morango (ou requeijão). Fanático pelo acepipe, vai ser difícil escolher outro prato que não o Dona Lindona, mas quero voltar lá para provar as iguarias alemãs.

Comemorem, macaúbicos, o Dona Lindona não morreu!

Clique aqui ou aqui e conheça a história do Dona Lindona

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Cemitério Municipal

escultura fernando furlanetto

Em defesa de um patrimônio histórico e cultural de São João da Boa Vista: o Cemitério Municipal.

Assinem, repassem, compartilhem!

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