quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Felice Gourmet

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Por conta do trabalho em grandes corporações, André Dornellas é um sanjoanense que já morou em importantes cidades brasucas e rodou um bocado por aí em viagens de faina e de recreio.

Voltou há pouco aos Crepúsculos. Voltou para empreender com o aprendizado das andanças. Voltou para botar novidade na cena gastronômica de Sanja.

Sob sua batuta, o Felice Gourmet abre as portas para a plebe macaúbica na próxima segunda-feira.

O neo-restauranter propõe uma casa de comida self-service sustentada no tripé qualidade, atendimento e ambiente. A merenda diária vai ser simples (não simplória) e variada. Ao comensal será ofertado carne, peixe e frango, um tipo de massa, três tipos de saladas, arroz, feijão, molhos diversos, etc. A carta de sobremesas terá cinco itens semanais para agradar tucanos e petistas. Pra quem puder, e quiser, consumir álcool no almoço, um balcão de muito bom gosto vai ser o cenário de coloridos drinques.

Na esquina central da General Osório com a Benedito Araújo, o casarão de meados do século do passado foi repaginado para receber o restaurante, mas teve respeitada a essência de sua arquitetura histórica.

Um salão reservado poderá ser usado para eventos corporativos. Sob encomenda, eventos do tipo poderão ter menus personalizados.

Quando o blogueiro conversava com André para produzir este post, ele, exaurido com o treinamento da brigada, soltou um bordão que reflete bem o seu apego ao bom atendimento: “A diferença entre o bom e o ótimo é o detalhe”.

E André Dornellas, acreditem, é um cara detalhista.

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Onde, como e quando                                                                  Rua General Osório, 163 – Centro                                               Fone: 3635-2268

De segunda a sábado, buffet por quilo das 11:30 às 14:00; dois pratos executivos das 14:00 às 15:30

Todas as noites a casa está disponível para eventos

domingo, 18 de setembro de 2011

Poços no espeto

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Carnívoros de Sanja e região, comemoremos!!!

As poucas opções de boa carne na brasa agora têm um concorrente com bala na agulha e vontade de acertar. Empresária paulistana do ramo têxtil, conhecedora de restaurantes planetários, ela investiu em Poços e não veio para brincar.

Há duas semanas funciona o Poços Grill, uma churrascaria que chegou impressionando. Prédio bonito, pé-direito estratosférico, fachada envidraçada. Ambiente de extremo bom gosto, bem decorado, mas sem afetação. Manobristas atenciosos. Serviço de van para turistas e poços-caldenses não se preocuparem com o volante no pós-esbórnia. Talheres decentes, facas que cortam e garfos que não entortam. Buffet que agrada judeus e árabes. Carnes suculentas (tem até rã) e bem servidas por uma equipe preparada. Adega climatizada e boa carta de vinhos. Extenso menu de sobremesas. Comi uma torta de nozes pecan com chocolate amargo que até agora não creio ser deste mundo.

O preço do rodízio? R$ 49,90 por pessoa. Eu garanto que vale cada centavo!


http://www.pocosgrill.com.br/

domingo, 11 de setembro de 2011

Turquices

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Çay

"Conversas sem chá são como um céu noturno sem lua". O ditado turco, um tanto poético, um tanto dramático, retrata bem o que é o chá (çay) para a cultura do país. A qualquer hora, em qualquer lugar, o chá é parte importante da identidade turca e, acreditem, é a bebida mais consumida na Turquia, deixando a onipresente água num honroso segundo lugar. Servido em copinhos no formato tulipa (foto), bem quente e acompanhado de cubinhos de açúcar, o çay também mostra a hospitalidade dos turcos aos que visitam o país. É um chá preto e sua planta (camellia sinensis) é largamente produzida na região do Mar Negro.

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Iogurte

O iogurte (do turco yoğurt) é uma forma de leite em que o açúcar (a lactose) foi transformado em ácido láctico, por fermentação bacteriana. É um líquido espesso, branco e levemente ácido, muito nutritivo e, por essa razão, muitas vezes é servido e mesmo vendido misturado com frutas, chocolate ou outro tipo de adoçante. Trata-se de uma excelente fonte de cálcio e, como tal, a sua ingestão é uma fonte de ajuda no crescimento das crianças.
Nem crianças e muito menos carecendo de espichar, na nossa estada turca, eu e o amigo
Luis Gonzaga Magalhães devoramos alguns quilos de coalhada (que é como eu prefiro chamar o iogurte natural) nos cafés da manhã. Alimento fundamental para os turcos, o pote da foto de 2,25kg é vendido por irrisórias 6 liras turcas (R$ 6,00).

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Lavash

Não precisa nem pedir! É só sentar-se à mesa num restaurante turco que ele vem formoso, inflado, cheiroso, fumegando. O lavash, pão da categoria dos flat breads, muito popular nos países do Oriente Médio, é assado em forno de barro sob "chapiscos" de sementes de gergelim. Evocando o alimento bíblico, o lavash, feito com farinha, água e sal, é servido como couvert (bem) acompanhado de uma espécie de creme azedo e um molho vermelho bem condimentado.

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Carneiro

Não muito comum em plagas brasucas, tem esta carne um certo status de nobreza aqui. Na Turquia, comuníssima em pedaços no espetinho, moída na kafta, cozida com legumes. Em qualquer restaurante de lá a carne de carneiro impera nos cardápios. E os turcos sabem fazê-la como ninguém. A foto ilustra a forma como eu mais gostei: costelas de carneiro na brasa ("lamb chops" no menu para os turistas). E o gostoso é comer com as mãos!

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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Sabor dos “brimos”

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O primo Zé Pedro Campana dá a dica e vou lá conferir mais um sabor recôndito de Sanja. Confiro, aprovo e compartilho aqui.

Aquele pedaço da 14 de Julho já é famoso pelas delícias de décadas da Padaria Castelo. Quase em frente à padoca clássica dos Carvalho, a descoberta!, o Ponto do Hortifruti que, tomates, alfaces e bananas de lado, oferece à freguesia uma arrebatadora esfirra que representa com muita honra as milenares receitas sírio-libanesas.

A carne moída vai crua ao forno para ser assada junto com a massa. Delicada massa que é leve e fina na medida. A pincelada com gema de ovo sobre o salgado é um pecadilho contra as tradições árabes, mas não altera o gosto tão peculiar do acepipe dos “brimos”.

Em tempo: a esfirra só é vendida às quintas-feiras.

Rua 14 de Julho, 691 - Vila Conrado
São João da Boa Vista, SP, (19) 3631-3338

CLIQUE AQUI E CONHEÇA OUTRO SABOR QUASE RECÔNDITO

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Resgate gastronômico

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Início de 2008 e o escriba-glutão lavrou por aí enaltecendo alguns sandubas desta Sanja. O tradicionalíssimo bauru do Nosso Bar ficou fora dos confetes. À época, justifiquei a minha crítica ao proprietário:

“O lombo suíno, a alma do bauru, tem vindo ressecado no lanche. E esse ressecamento decorre da minúscula espessura do corte da carne. É impossível chegar no ponto correto de fritura com o bife de lombo cortado tão fino”.

Minhas ponderações, que também eram a de muitos amigos e conhecidos, receberam uma justificativa pouco convincente do empresário baurueiro.

Dia destes, seguindo a dica do confrade Gilberto Marcon, resolvi conferir se o resgate gastronômico havia de fato ocorrido. Bela surpresa!

O bauru do Nosso Bar, desde sempre no panteão dos mais tradicionais desta Sanja, voltou a ser também um dos melhores no sabor. A carne suína retornou reinando, suculenta, na espessura correta e muitíssimo bem temperada.

Meus vivas aos proprietários, em especial ao amigo Silvio Carvalho, que não se fizeram de surdos ao coro de comilões desta província crepuscular.

Bauru, em Sanja, é coisa muito séria!

Entenda um pouco da polêmica clicando AQUI e AQUI.

domingo, 28 de agosto de 2011

Doces progressos

Da série “Evoluções”

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Coisa de 30 anos atrás. Café-da-manhã: minha vó Fiuca me iniciava nos prazeres frutíferos cortando meio mamão caipira e servindo-o sob açúcar refinado. A fruta, muito saborosa, carecia de doçura. Anos depois, o tipo papaya era pequeno e bem doce, mas produto caro e pouco acessível aos não hóspedes de hotéis 5 estrelas. Coisa de hoje. Dia destes comprei um mamão formosa no BigBom. Fruta gigante que saiu por menos de R$ 3,00. Grande, saborosa e dulcíssima. Meus vivas aos estudiosos japas, craques de laboratório, que fariam, hoje, com que minha vó Fiuca economizasse alguns quilos de açúcar. Viva o mamão doce!

 

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Bela sacada dos bufês infantis. Na festa todo mundo comia a bolinha de chocolate um tanto seca e envolta em cacau granulado. Em casa, prazeres mundanos!, quem não adora comer brigadeiro de colher em porções homéricas? E não é que agora as festas infantis servem o doce da forma como mais gostamos de comer (ver foto). Bem verdade que a tacinha e colher são minúsculas. Uma das poucas coisas que ainda me atraem a aniversários de crianças é esse brigadeirinho de colherzinha. Viva o brigadeiro de colher!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Na cancha merengue

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Num périplo de recreio pelo Velho Mundo algumas paradas em grandes cidades são imperativas. Se inevitáveis as escalas, que sejam longas o suficiente para um giro pelo centro histórico e algo mais.

Dia destes, olé!, aterrissei no enorme aeroporto de Barajas e saí para um passeio na bela Madri.

Uma tal Jornada Mundial da Mocidade inundou a capital espanhola de hordas de jovens religiosos do mundo todo. Queriam ver o Papa, sim, mas queriam diversão e farras típicas da adolescência.

Se as calçadas estavam entupidas de hormônios, o jeito foi subir num ônibus turístico para tentar conhecer um pouco dos pontos históricos da metrópole ibérica. Entre fotos e exclamações pergunto ao motorista sobre uma área para forrar o estômago. Próxima parada, ele sugere.

Parada que me traz um restaurante caro, uma paella meia-boca, um jámon delicioso e, e... o Santiago Bernabéu, o estádio do Real Madrid. Uau!

€ 16 mais pobre e lá estou no interior da casa do escrete merengue. Uma baita emoção pra quem ama o futebol.

Muitos degraus de algumas escadas (rolantes) levam o visitante a uma vista panorâmica da cancha onde já jogaram alguns dos maiores craques do mundo. E que vista! Uma arena de ângulos perfeitos que proporciona visão 100% do gramado para todos os espectadores.

Já vestiram a alva farda do Real essas figurinhas: Di Stéfano, Puskas, Hugo Sánchez, Hierro, Raúl, David Beckham, Zidane, Cristiano Ronaldo e os brasucas Roberto Carlos, Ronaldo, Kaká. Fraquinhos, não?

Essa constelação, em diferentes épocas do século 20, levou muitas taças ao Santiago Bernabéu. E a galeria destas conquistas está no museu do estádio, onde, além dos troféus, há camisas, bolas, chuteiras e ingressos. Todos estes, objetos históricos ligados a algum momento marcante da trajetória do time madrilenho. E bota momento marcante na história desta equipe que foi considerada pela FIFA a melhor dos últimos 100 anos.

Túneis, bancos de reservas, vestiários, sala de coletivas, margem do campo. Tudo isso pode ser visto muito de perto e, arrepio!, aumenta a freqüência cardíaca dos aficcionados pelo ludopédio. Estrutura fantástica e muito didática para quem se arvora a sediar uma Copa do Mundo.

Ribeirinho do Jaguari, iniciado nos prazeres de gritar na arquibancada vendo o Palmeirinha no Getúlio Vargas Filho, este macaúbico de verbo errante, sentindo a vibração de um dos maiores palcos do esporte mundial, teve a certeza que, naquele dia, os deuses da bola conspiravam a seu favor.

sábado, 16 de julho de 2011

No Céu e na Terra

Welson Barreto

Por conta da profissão nômade de bancário, roda!, roda!, já trabalhei em algumas cidades deste solo bandeirante. Em TODAS elas citar São João como origem e morada provoca no interlocutor um misto de admiração e inveja. Sanja, regra geral, é vista como uma urbe civilizada que alia qualidade de vida com desenvolvimento.

Bairrista incorrigível, o macaúbico aqui não consegue ser blasé aos confetes vindos de outras plagas.


E por que São João da Boa Vista é alvo destas louvações além-divisas?

 
Arrisco: porque o povo vota bem! Há 35 anos (com exceção de um período), desde o primeiro mandato no Nelson em 1976, a cidade vem sendo comandada por gestores com espírito público que conseguem o progresso econômico sem descuidar do lado social. E a força política da província coloca sempre um ribeirinho do Jaguari bem perto dos governadores paulistas. Nelson e Beraldo foram eleitos para mais de um mandato no Legislativo do Estado de São Paulo. E lá na Sampa poderosa, macaúbas ambiciosas, eles não se contentaram só com a cadeira na Assembléia. Nelson foi secretário de Estado e Beraldo, hoje na Casa Civil, sempre foi um tucano influente aninhado no Palácio dos Bandeirantes. É mais do que óbvio que a sucessão de boas gestões combinada com vigor político na esfera estadual se reflete no crescimento econômico e na qualidade de vida do povo de São João da Boa Vista.


É claro que a cidade padece de muitos problemas em várias áreas, muitas delas sensíveis aos mais carentes. No entanto, tentando olhar panoramicamente para estes últimos 35 anos, o viés positivo das ações dos gestores municipais superam de forma massacrante eventuais ações danosas ao município. E o melhor: estas ações nocivas, quando ocorreram, foram decorrentes de erros de avaliação, nunca da má-fé ou dolo por parte dos mandatários. A visão magnânima da serra e dos crepúsculos é inspiradora para a plebe do Reino da Beloca. Deus nos presenteou com a natureza exuberante. Nós, mortais falíveis, vamos fazendo o que nos cabe. E fazendo bem!

sábado, 18 de junho de 2011

Sanja suína

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Achei mais um dos tesouros pouco divulgados da nossa Sanja. Esganado desde sempre, é claro que seguindo a indicação do Tista Gregório e da Paola Galvani fui lá conferir a delícia suína da Avenida Brasília. O simples boteco (sem nome visível, batizado Kibebe segundo a proprietária) da Kátia e do João está há 28 anos ali, bem pertinho do cruzamento com a Rua Carolina Malheiros. Comprando do melhor fornecedor de carne de porco da região, o Açougue Molles, eles servem um torresmo que tem lugar na galeria dos melhores que já comi. Carnudo, sequinho e muitíssimo bem temperado. Alô amigos torrêsmicos, a Kátia, embora a estufa esteja sempre cheia, aceita encomendas pelo 3623-6824. Evoé, Kátia!

Clique aqui para mais um torresmo

domingo, 5 de junho de 2011

Macaúbas desinformadas

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Desinformado, como a maioria da população sanjoanense, embarco atrasado na polêmica sobre o aumento de cadeiras na Câmara Municipal. Como cidadão, antes da aprovação do inchaço, gostaria de ver o assunto ser debatido pela sociedade. Como usuário das redes sociais, principalmente o Facebook, lamento que o tema só tenha chegado lá depois da aprovação. E por que a população cochilou? Por que o tema não foi pauta de destaque na imprensa sanjoanense? Equívoco não intencional ("barriga" no jargão jornalístico) ou omissão deliberada? Segundo o presidente da Câmara, Francisco Arten, todos os projetos de lei, requerimentos, enfim documentos a serem votados nas semanas posteriores, têm o seu teor enviados a todos os órgãos de imprensa locais às sextas-feiras. Se a imprensa local recebeu a informação da Câmara e não publicou, de duas, uma: ou cometeram uma "barriga" monumental ou se omitiram por interesses mal esclarecidos. Prefiro acreditar na primeira hipótese. Da parte da Câmara, o presidente Arten disse que estará na Rádio Piratininga na próxima terça-feira para falar sobre o assunto. E a imprensa?
Em tempo: 10 vereadores, pelo tamanho da cidade, são mais do que suficientes para uma boa representatividade do eleitorado. R$ 1.000.000,00 (o valor do gasto com 7 vereadores em 4 anos) serão mais bem empregados se investidos para suprir carências da cidade. Tudo o que o sanjoanense não quer é ter o seu Legislativo inchado, ainda mais quando esse inchaço não foi precedido de uma ampla e democrática discussão popular.