sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Empório Montezuma


Faz a melhor burrata de búfala do Brasil e ainda arrebenta com essa espetacular sugestão de consumo.

O selo Montezuma, orgulhosamente sanjoanense, oferece em seu Empório de Águas da Prata esse estrondo de sabor e estética.

A burrata, se alguém não sabe, é aquele queijo de origem italiana, fresco, branquíssimo, com recheio cremoso que se esparrama gostosamente pelo prato depois de cortado.

Então imaginem: ela, a burrata, abraçada por um desmiolado pão italiano da Fornarii. Redução de balsâmico e salada de alface, tomate cereja e azeitona preta completam esse primor culinário que mistura Serra da Paulista, Dona Gertrudes e Águas da Prata.

Quer mais da região? No mesmo Empório Montezuma essa delícia pode ser regada com o azeite Borriello de Andradas e ainda ser acompanhada pelo vinho rio-pardense Casa Verrone.

Fodaço!


Onde?
Av. Cel. Ernesto de Oliveira, 60
Águas da Prata, SP
De segunda à segunda, das 9h às 19h

domingo, 12 de agosto de 2018

Kiberia Jacob


A receita de família vem do Líbano. 
Dona Matilde Jacob adaptou a forma de preparo com os ingredientes brasileiros. O filho Miguel Jacob, em 1992, abriu a kiberia para ofertar o salgado à plebe crepuscular.

Concessões ao paladar brasuca foram feitas nestes 26 anos: kibe com catupiry é uma delas.

Eu gosto do clássico, de carne, sem firulas, e sonho com um kibe como ele foi concebido nas paragens sírio-libanesas: com carne de cordeiro.

Paulinho, que hoje toca o negócio, é filho do Miguel e neto da Dona Matilde.
Meu respeito e minha homenagem aos Jacob, um clã íntegro, gentil e trabalhador. A arte do comércio está no DNA deles. A arte da cozinha milenar está na alma deles.

Tem coisa melhor que um fim de tarde no alto da Dona Gertrudes?

Onde?
Av. Dona Gertrudes, 476
São João da Boa Vista, SP

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Espaço Bambu


A cozinha tem o tamanho perfeito para a proposta da casa. Nem tão grande que deixe o ambiente impessoal, nem o contrário que cause incômodos apertos nos comensais. O bom gosto também está nos paranauês ornamentais que são uma bacana mistura de rústico e moderno, urbano e rural. O pé-direito baixo e o forro em lambril trazem aconchego.

A mesa-bancada, bonita e bem equipada. é um espanto. Vinte espectadores confortavelmente acomodados para apreciar a performance do cook-show Volmar Zocche. O chef executa o menu da noite ali, ao vivo e em cores, esbanjando técnica, conhecimento, bom humor e paciência. A comida, claro, é o mais importante, mas o jantar-evento vai além: o vinho tem o condão de aquecer as relações humanas. A vibe é do bem, da energia saudável, das risadas entre amigos, da interação entre grupos que não se conheciam, das piadas que socializam. 

A democracia fica evidente com a prosa leve entre milionários e assalariados, com a convivência pacífica entre os chilenos de 30 dinheiros e os europeus de três dígitos. E falando em Bacco, mais um atrativo do restaurante: a rolha, viva!, não é cobrada.

Volmar Zocche é um catarinense, filho de um italiano com uma alemã, que voou para a Itália para estudar Veterinária. Na Bota, a vocação paneleira o levou a mudar de rumo. Para desgosto dos pais, formou-se em Gastronomia na melhor escola de Milão. Graduado, Zocche comandou respeitáveis cozinhas, italianas, egípcias e paulistanas. Em Goiânia, foi o consultor-master do Troia, restaurante dos sertanejos Bruno & Marrone.

Casa Branca entrou na vida do chef em razão de um convite profissional irrecusável: ser cozinheiro particular de um herdeiro multimilionário. 

A morte do empregador e circunstâncias de vida proporcionaram o encontro de Volmar Zocche com o casal Fábio e Ana. O Brasil conhece Ana como Ana Volponi. Ela foi um dos nomes de destaque do voleibol feminino brasileiro, brilhando por vinte anos —de 1984 a 2004— nas quadras, pelo escrete nacional e por diversas agremiações vitoriosas. 

Fábio Giordan, o marido, também foi forjado no esporte. Jogou basquete no Corinthians de Vicente Matheus. Ele é um eletrizante anfitrião, recebendo, servindo, capitaneando a brigada e falando pelos cotovelos. E bebericando civilizadamente.

O Espaço Bambu, montado na belíssima propriedade de Fábio e Ana, nasceu da junção do talento do chef Zocche com a necessidade de empreender destes simpáticos ex-desportistas casabranquenses. A aula-refeição, desprovida de protocolos e chatices professorais, é um conceito tão inusitado quanto inédito na região.

Noite fria de quinta-feira, dois de agosto de 2018: vivenciei uma das mais deliciosas experiências gastronômicas da minha existência. E não foi só pela comida.


🥘🍷🥘🍷
👉🏻Serviço: o Espaço Bambu só trabalha com reservas e funciona de quinta a sábado. Contato/WhatsApp: 19 99999-5777.

👉🏻O cardápio de quatro tempos —entrada, massa, carne e sobremesa— muda mensalmente e custa R$ 100,00 por pessoa. Vale cada centavo investido.


CLIQUE AQUI E SAIBA COMO CHEGAR

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Na Chácara


 Sigo na árdua e sacrificante missão de navegar e comer pela região...

No fim do colegial —ou no fim daquilo que hoje chamam de ensino médio—, o jovem interiorano pegou o rumo da capital atrás do curso superior, de trabalho e de fazer a vida. 


De 1975 até 2015, ele construiu uma trajetória profissional de sucesso. Na lendária Varig, o gramense rodou o Brasil e o mundo trabalhando na área comercial daquela que foi uma das maiores companhias aéreas do planeta. E viagens de lazer também foram muitas, decorrentes da vantagem de adquirir passagens para qualquer destino global por modestos trinta dólares.


Aviação —a revolucionária TAM do comandante Rolim também está no seu currículo—, hotelaria e treinamento de vendas são segmentos que estão carimbados na recheada carteira laborativa de José Marcos Anadão Rossi.


Voltar ao solo natal foi consequência natural, depois de passar quarenta anos no turbilhão do mercado e de ver os filhos encaminhados. 


São Sebastião da Grama e região ganharam com a aposentadoria de Zé Marcos. Ganharam a Chácara Pizza Bar, uma pizzaria que nasceu da vontade de empreender de um cara que foi forjado num caldo de cultura de satisfazer os clientes.


Evandro e Arlete, um casal baiano, foram raptados da cantina paulistana I Vitelloni por Zé Marcos. Eles sabiam tudo da arte “pizzeira” e, por isso, deram essencial contribuição na implantação da Chácara, deixando, no ano que ficaram “encarcerados” no interior, um notável legado na identidade do estabelecimento dos Rossi.


Num imóvel de família da esposa Lúcia Helena Alves de Sá Rossi, rústico, de atmosfera rural, mas pertinho do centro da cidade, a pizzaria atrai pelo ambiente, pelo forno a lenha e pelas belas redondas, que podem ser as clássicas ou outras mais ousadas. 


E falando na mulher, Zé Marcos deixa claro a importância da parceria conjugal: “Sem ela, companheira de convívio, de lutas e conquistas, nada disso seria possível. Lúcia foi fundamental no que somos e temos hoje”. 


Das pizzas heterodoxas, este escriba glutão menciona uma primorosa: Fazenda Especial, que leva molho fresco de tomate, abobrinha, alho-poró, bacon crocante e queijo brie.


O pacato lugarejo que já tinha apelo gastronômico pelo bom café, pelo torresmo do Carlão e pelo Laticínio Roni, agora tem um plus napolitano que faz compensar qualquer incômodo estradeiro.


🍕🍕🍕

Em tempo 1: dica pra estas noites frias: após a inevitável esbórnia à mesa, o digestivo e singular chá de maracujá da casa;


Em tempo 2: palpite meu. Uma pizza conceitual que sintetizaria bem a vocação da culinária local. Sabores da Terra, com mozzarella Roni —que é a oficial da Chácara—, molho de tomate fresco e torresmo picado do Carlão. Se combina eu não sei, mas proporcionaria um marketing sensacional.

🍕🍕🍕

Chácara Pizza Bar

R. Ambrósio Rodrigues, 290

São Sebastião da Grama, SP

De quinta a domingo, a partir das 19h





domingo, 15 de julho de 2018

Festa do Biscoito


Lindeza estas festas populares da mineiridade. Simplicidade, o frio da montanha, o cheiro do fogo na madeira, o sabor de casa de vó, gente acolhedora. Aquelas receitas de família que atravessam gerações. A caipirice em estado puro!

Em Caldas, a tradicional Festa do Biscoito que acontece em todos os fins de semana de julho tem como atração principal a iguaria do polvilho assada no forno a lenha, em versão graúda, recheada com pernil, calabresa ou linguiça defumada, tudo com vinagrete e queijo. Tudo farto e gostoso com o DNA do melhor das Gerais.

Das mesmas fornadas biscoiteiras saem também pães de mandioquinha, broas de fubá —que baita BROA—, roscas, bolachinhas mil...

Isso é Minas!



sexta-feira, 13 de julho de 2018

Casa Verrone


Neste julho de temperaturas polares, tão bom quanto o vinho é conhecer histórias do vinho.

Alguém em algum lugar disse para Márcio Verrone que o solo do seu —dele— torrão natal, São José do Rio Pardo, não seria bom para o cultivo de videiras. 

Dogmas estão aí para serem contestados. A colheita de inverno, decorrente da poda invertida —ou dupla poda—, está aí para provar que, com pesquisa e inovação, certezas de outrora não são mais absolutas. A EPAMIG —Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais— foi fundamental no apoio técnico do primeiro plantio em 2009.

E essa cultura pioneira veio depois de Márcio ter frequentado por oito anos a Associação Brasileira de Sommeliers, a ABS, onde se aprimorou no métier em cursos, workshops e degustações. Viagens para vinícolas na França, Itália e Portugal consolidaram esse envolvimento.

Com trabalho duro e com as bênçãos de Bacco, no início de 2016 a primeira safra da Casa Verrone foi para o mercado. Nos rótulos dessa primeira leva estavam sauvignon blanc, syrah e chardonnay. Esse último, dois meses depois de lançado, conquistou o prêmio de melhor do Brasil na sua categoria. 

O batismo com troféu colocou a Casa Verrone em destaque na mídia especializada e no boca a boca entre os experts do wine world. Desde então, outras prêmios enriqueceram a galeria de Márcio Verrone e o 1,5 hectare inicialmente plantado foi expandido. 20 promissores hectares em Itobi, nas cercanias de Rio Pardo, são hoje o futuro dessa ousada vinícola orgulhosamente paulista. Ali —foto abaixo— está fincada a pedra essencial de um ambicioso centro de enocultura. Por enquanto, sem instalações fabris próprias, a empresa produz e engarrafa seus produtos em Caldas, MG.

Tarde destas, fui recebido pelo staff da Casa para prosas e provas. Algumas garrafas depois, entusiasmado e emocionado, Márcio se despediu com esse desejo:

—Um dia, eu quero sentar sobre a minha barrica, tirar o vinho com uma pipeta, encher uma taça, erguê-la, da minha vinícola olhar para o horizonte e dizer: “realizei meu sonho”. 


segunda-feira, 9 de julho de 2018

Fazenda Irarema


Da represa Bortolan, em Poços de Caldas, rodamos 4 km na estrada de terra que vai para São Sebastião da Grama. Já em solo gramense, paramos numa propriedade de cair o queixo: Fazenda Irarema.

O empreendimento da família Carvalho Dias impressiona pela beleza, magnitude e organização.

A pérola do lugar é a fábrica de azeite, idealizada e tocada por Moacir Carvalho Dias, cujo rótulo tem o mesmo nome da fazenda. Uma charmosa loja-café junto à indústria, construída em vidro, madeira e ferro, marca o visitante por ser um dos recantos mais lindos da região.

Em abril deste ano, na categoria "delicate blend", o óleo de oliva da Fazenda Irarema foi premiado em Nova York com o prêmio "best in class" na World Olive Oil Competition.

As tortas e doces servidos na pequena cafeteria são também produzidos artesanalmente pelas talentosas mãos de Lili Carvalho Dias, irmã de Moacir. Guloseimas que são harmonizadas com café da própria terra.

O passeio ali se completa com um contêiner surpreendente que oferta sabonetes artesanais de azeite da lavra de Mônica —mãe de Moacir e Lili— e uma boutique de carnes nobres, cujos cortes têm preços justíssimos pela qualidade.

A arquitetura, as cores, os aromas, o entorno de natureza, o clima de montanha.
Impossível não se apaixonar!



domingo, 10 de junho de 2018

Palmeirinha


Manhã de hoje, caminhando para a feira livre, vi aberto o portão do estádio e entrei. Entrei, fotografei e relembrei...

A lavra abaixo é uma republicação de 1999. Tem um viés saudosista, um tempero nostálgico, mas também clama por um escrete crepuscular em certames de projeção. Isso é importante para a identidade da província, além de injetar na molecada altas doses de estímulo para a prática esportiva. E mais: do entorno destas competições sai um denso caldo de cultura, rico em fatos e personagens, que inspira textos como o que segue.

Dia destes, ao remexer guardados antigos encontrei uma velha e surrada bandeira alvi-negra. Fiquei surpreso e ameacei jogá-la no lixo.

Por que um Tricolor até a raiz dos cabelos preservaria entre tantos objetos de estima um antigo estandarte da Fiel mosqueteira?  

Lembrei! Alvi-negra, sim, corintiana, não.

A bandeira preta e branca foi confeccionada por minha avó, Dona Fiuca, especialmente para a final da então 1ª Divisão de Profissionais. O ano era 1979 e o nosso Palmeirinha, se a memória não me trai, foi campeão e ascendeu à chamada divisão Intermediária jogando contra a Guairense.

Segurando o velho pano mergulhei em boas lembranças. O futebol sanjoanense está tão apagado que há anos estou saudosista.

Bons tempos...

...em que o Palmeirinha mandava seus jogos no Getúlio Vargas Filho. 

...em que o bambuzal atrás do velho estádio era uma ameaça a árbitros mal intencionados. “Olha o bambu, juiz!”

...em que torcíamos pelo Palmeirinha petiscando os amendoins torrados do saudoso seu Mancini.

...em que o Chupetinha azucrinava o bandeirinha. Ver o jogo, nada. O prazer do velho Chupeta era correr acompanhando o assistente e gritando palavrões.

...em que assistíamos os jogos atrás do gol para atirar gelo de raspadinha no goleiro visitante.

...em que um dos meus grandes prazeres de moleque era ser gandula em Vila Manoel Cecílio, trajando aquele surrado uniforme de calção preto e camiseta branca.

...em que os jogos noturnos eram disputados à luz de velas. Os refletores fraquinhos mais pareciam iluminação de boate.

...em que a Torcida Uniformizada Lobos da Vila incendiava o pequeno alçapão.

...em que Piau fazia gols do meio-campo.

...em que Ari marcava tentos olímpicos.

...em que assistia Mirandinha, ao vivo, correndo de cabeça baixa e fazendo gols.

...em que Norinha defendia o arco palmeirino envergando um uniforme —hoje horrível— bordô. 

...em que João Bacana era o eterno interino. Caía o técnico e lá estava ele para tampar o buraco.

...em que gente abnegada e apaixonada como Dr. Antenor, Bento Palermo, Severiano Palomo e tantos outros eram a força motriz do futebol local.

...em que grudava os olhos no campo e o ouvido na Piratininga para saber do plantão de Fábio Silveira a quantas ia o meu Tricolor. Fabinho Silveira, inesquecível voz, nos informava da “suntuosa” Sala Nacional de Esportes. Na minha ingenuidade de criança, imaginava um local cheio de aparatos tecnológicos para receber notícias ininterruptamente. Que nada! Tempos depois vim a saber que a “nababesca” sala era o acanhado estúdio da Piratininga.

Lembranças de um tempo bom e de um futebol romântico que já não existem mais.

sábado, 9 de junho de 2018

Anthony Bourdain



Vi todos os episódios de Sem Reservas na Netflix. Amava esse cara!

Ele rodou o mundo pra comer e beber. Mais do que a mesa, ele mergulhava na alma dos lugares visitados. Ele compreendia e respeitava a diversidade. Não tinha exotismo que o assustasse. Ele provava de tudo com voracidade. Ele bebia sem freios, no ar, sem pudor. Seu programa era condimentado com o elemento humano, com viagens, com comida boa de qualquer tipo, com o melhor da existência.

Prefiro não me arvorar a entender os impenetráveis mistérios da mente humana. Fica só a lembrança e a obra de um sujeito incrível, um brilhante talento, espontâneo, que transbordava simplicidade e era mestre em contar boas histórias.

Esse imagem sintetiza bem a trajetória dele. De jeans e camiseta, em algum lugar da Ásia, sentado numa banqueta de plástico, comendo na rua.

Mais triste e menos temperada, segue a vida sem Anthony Bourdain.

terça-feira, 5 de junho de 2018

Airbnb


Em algumas fotos postadas de viagem recente, fiz menção ao tipo de hospedagem que escolhemos: Airbnb.

As menções despertaram interesse em alguns amigos que não conhecem o aplicativo. Outros que conhecem, mas que nunca utilizaram o serviço, também me perguntaram sobre.

Antes de dar meu testemunho, uma breve explicação do que é a plataforma. O Airbnb proporciona o contato entre turistas que procuram hospedagens e proprietários de imóveis que querem locar seus espaços. Essa locação pode ser parcial, somente um quarto de uma casa, por exemplo, ou total, a casa toda disponível para quem se hospeda. 

Às dicas:

a.
 No nosso caso, viajando em dois casais, coloquei nos filtros de busca do app: “quatro hóspedes”, “espaço inteiro”, “dois quartos”, “wifi” e “estacionamento”;

b. A definição dos locais se deu pelas fotos e, principalmente, pelos depoimentos de quem já se hospedou;

c. O custo desse tipo de hospedagem, regra geral, é bem mais barato que hotel. Em alguns casos, 60% mais em conta;

d. Se a viagem for de carro ou se o transporte público no destino for bom, fugir de hospedagens em centros históricos é outra forma de baratear ainda mais a estadia. Consegue-se tarifas fantásticas no Airbnb quando o imóvel está fora do bochicho turístico;

e. Das quatro hospedagens pelo Airbnb —duas na Itália e duas na Suíça—, em termos de conforto, nenhuma decepcionou. Imagens e depoimentos 100% fidedignos. Imóveis limpos, espaçosos, banheiros decentes, cozinhas equipadas, internet rápida. Em dois deles, em Pieve di Cadore na Itália e em Grindelwald [foto] na Suíça, fomos agraciados ainda com vistas espetaculares das varandas;

f. O que deu errado? Na suíça Grindelwald, a estadia teve dissabores no começo e no fim. Faltou comunicação adequada sobre onde retirar as chaves do chalé. Foi um quiproquó estressante até conseguirmos ingressar no Chalet Judith, cuja janela dá para uma paisagem deslumbrante. Na saída, o valor fechado no aplicativo dobrou com abusivas taxas de limpeza e de fornecimento de toalhas e roupas de cama. Fui pra briga e acho que serei ressarcido;

g. Sobre essa chateação na Suíça, uma dica importante: fuja de hospedagens onde existam empresas que agenciam os imóveis para os proprietários. Em Grindelwald, uma tal Interhome foi a responsável pela mordida no nosso bolso.

O Airbnb, aliás, não deveria tolerar essa prática que vai contra o conceito original de promover encontros de conveniência entre viajantes e locadores. Se tem mais intere$sados na transação, o usuário paga a conta.

Enfim, não falo nenhuma novidade, mas repito: a tecnologia como aliada de um mundo cada vez mais viajante está revolucionando para melhor o modelo de hospedagem turística.