domingo, 28 de janeiro de 2024

Café Concerto

 

Lá no nascer deste século, o velho aqui não esquece, alguns invernos rigorosos foram aquecidos com sopa de cebola e chocolate quente misturado com conhaque. O aconchego descrito na lembrança foi numa paragem poços-caldense que, dias atrás, eu encontrei renovada.


Acho que poucos lugares sintetizam tão bem Poços quanto o Café Concerto. Mesas ao ar livre num parque no Centro da urbe. O verde exuberante é cercado pela história da cidade contada pelos prédios do entorno, tais como Palace Casino, Espaço Cultural da Urca, Palace Hotel e Thermas Antônio Carlos. 


O plano, sábado último, era um lanche de fim de tarde, mas fui arrebatado por um senhor almoço. O perfeito carpaccio e salada caesar da entrada foi sucedido por risoto e pasta com medalhões de filé mignon. A caipirinha de três limões com rapadura e o arremate das mil folhas foi coisa de milhões de exclamações.


Este janeiro de friozinhos atípicos, a boa comida e o som ao vivo dos amigos Paulinho Sguassábia e Buzzi criam uma atmosfera em que almas são acariciadas pelo aroma das xícaras, pelo bouquet do vinho, pela brisa da montanha e pela quietude respeitosa do vulcão.


☕️ 🥖 🥐 🍷🍩

Café Concerto

Parque José Affonso Junqueira s/n

Poços de Caldas, MG

Terça a domingo, das 10 às 20h


Eu e os proprietários do Café Concerto,
Djalma Santos e Stella Capobianco


sábado, 27 de janeiro de 2024

A massa que é massa


Minha fixação por (boas) massas de pizza. Os amigos Christian e Gabriel indicaram e lá fomos nós provar os discos de fermentação natural da Carolina Cardoso. A visão antecipa o que o paladar confirma. Levíssimo e delicioso círculo napolitano que já vem com pinceladas de molho. O meu gosto pede um pouquinho mais de sabor de tomate, o que é fácil de resolver em casa se você tiver a compostura de não estragar a iguaria com condimento industrializado. Gente, pelamordeDeus!, molho de tomate TEM que ser caseiro. A padeira artesanal começou a brincar com farinha e levain na pandemia e não parou mais. Ouvi por aí que os pães dela também são fenomenais, mas ainda não tive a glória de beliscá-los. 


📲 19 99644-7546

domingo, 21 de janeiro de 2024

Complexo Ipanema

 

Porco e camarão com purê de mandioquinha

O gaúcho Júlio “Camarão” Curle, por conta do trabalho do pai como executivo da Kibon, morou em quase dez cidades até se fixar em São João da Boa Vista, no início dos anos 1980. Trabalhar com o genitor na distribuidora regional do famoso sorvete foi o começo da vida profissional dele, mais de três décadas atrás.


Hoje, sem o patriarca Atalício, Júlio é o gestor do grupo familiar. Ele ampliou os negócios e se transformou num empresário de múltiplos segmentos; além dos produtos Kibon, eles distribuem calçados Grendene e Olympikus, confecções Lupo, pães congelados Bimbo etc.


Tenista diletante e apaixonado pela terra dos crepúsculos maravilhosos, o empreendedor foi provocado por seu então professor de tênis, Adriano Bonilha. Desse estímulo, o projeto de 2021 foi concretizado em 2023. Sanja ganhou o Complexo Ipanema, um centro de lazer que congrega esporte e gastronomia.


Desnecessário dizer que não fui convidado ao complexo pelas minhas virtudes atléticas. Tampouco para conhecer a super estrutura do conjunto, que tem doze quadras de beach tennis e quatro de tênis.


Fui ao Ipanema para, que novidade!, comer. Fui ao Ipanema para experimentar um pouco do cardápio criado pelo jovem chef Matheus Lima, que também comanda a cozinha da casa. A carta, em construção, é contemporânea mesclada com pratos clássicos.


Minha irreparável jornada culinária começou com salada de rúcula, figos, queijo, mel e presunto cru, burrata Montezuma ao molho pesto e bruschettas de gorgonzola, pêra e castanhas. Josi não abriu mão do fettuccine Alfredo. Eu fui ressabiado ao pork and shrimp com purê de mandioquinha e molho de limão reduzido. Porco com camarão combina? Sim, muito, prove e depois me fale. Terminamos com sorbet Ciao de morango com maracujá e aquela sobremesa da década de 1990 que nunca sai de moda, creme de papaia com licor de cassis.


Não garanto, mas tenho a intenção não muito forte de voltar às mídias para escrever sobre uma provável primeira experiência minha na areia do beach tennis. Mesmo remota, é uma possibilidade. 


🍤 🎾🍺🍹

Ipanema Lounge Bar

SP 344, km 226
São João da Boa Vista, SP
Terça a domingo, a partir das 11h


Pizza no céu

William Gonçalves está há dezesseis anos na cena gastronômica poços-caldense com o Breja Gastrobar. O bar, que resiste na zona sul da cidade, é point de moradores daquela região para um happy-hour, servindo uma atraente carta de petiscos, drinques e cervejas geladíssimas.


Em 2022, ele decidiu fazer discos napolitanos por uma razão simples: “não tinha em Poços uma pizza que eu realmente gostasse, com aquela pegada verdadeiramente napolitana”. Um tanto de pesquisas e um montão de testes precederam a abertura d’A Napoletana na avenida João Pinheiro, uma casa com atmosfera cantineira que serve belas redondas, cuja massa é de lenta fermentação e alta hidratação. O perfeito molho de tomate pelado completa o fundamento das impecáveis pizzas do lugar.


Da inauguração pra cá, o trabalho consistente do chef e pizzaiolo William caiu nas graças de moradores e de turistas que visitam Poços. Em meados de 2023, num concurso em São Paulo em que disputaram cinquenta e quatro pizzaiolos do Brasil, William conquistou a sétima colocação com uma de suas criações, a singular amatriciana, que congrega mozzarella, parmesão, bacon de papada, tomate coquetel, alho frito e salsinha. Aqui minha opinião: num raio de cem quilômetros, não há pizza melhor que a d’A Napoletana.


A coisa deu tão certo que a família Carvalho Dias, responsável pela revitalização e modernização do complexo turístico do Cristo, colocou A Napoletana no rol das melhores iguarias da cidade. E veio o convite: abrir uma versão expressa d’A Napoletana na icônica montanha de Poços. 


E rolou o casamento. Neste nascer de 2024, a pizza que conceitualmente já estava no topo de Poços, agora está também literalmente. Nos céus e sob as bençãos do Cristo.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

Zé do Carlito

Zé Renato, Daniela e Carlito, pai do Zé (1979)

 Mais um pequeno comércio que não resistiu ao trator da economia moderna, ou melhor, resistiu sim. Perdurou por mais de duas décadas neste século já totalmente dominado pelas redes supermercadistas.

José Carlos Ricci Valla está no ramo desde 1963, quando o pai Carlos, o Carlito, abriu o Empório Valla. Aos dezesseis anos ele foi ajudar o genitor na lida e nunca mais saiu da atividade que a crônica de antanho chamava de secos e molhados. Vai daí que Zé Carlos, rebento do Carlito, entrou para as enciclopédias como Zé do Carlito.

Zé do Carlito é daqueles que prosperaram trabalhando duro naqueles armazéns icônicos do interior brasileiro. Aqueles empórios que vendiam literalmente tudo. Aqueles estabelecimentos em que o fiado era regra. Aquelas mercearias que ostentavam varais de linguiça curando; curado também era o queijo caipira. Aquelas vendas que ofertavam gaiolas, penicos, ratoeiras, rolos de fumo, panelas, enxadas, botinas, peneiras e toda sorte de alimentos básicos comercializados a granel.

Zé do Carlito é daquela velha guarda de comerciantes que serviam colonos e meeiros das remotas localidades rurais. Zé do Carlito abarrotava o Jeep do pai com as compras do mês dos homens do campo e saía rasgando as montanhas platino-pratenses para fazer as entregas dos mantimentos essenciais às roças do passado.

Nesta última quinta-feira de 2023, fui testemunha do definitivo baixar de portas do lendário bazar. As prateleiras desfalcadas simbolizando o fim de uma era. Fregueses antigos se despedindo. Os filhos, Daniela e Zé Renato, que cresceram no histórico balcão foram dar o abraço de admiração e agradecimento.

Missão cumprida aos sessenta anos de labuta, Zé do Carlito, 76, escreveu sua honrada trajetória com lápis de ponta grossa naqueles pardos papeis de embrulho. Memórias de uma saudosa Águas da Prata que não existe mais. Vida que segue, história que fica!

Zé Renato, Zé do Carlito e Daniela (28/12/2023)


quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

O delivery (quase) venceu


O delivery venceu, não há mais consumo no local, mas o guloso forasteiro resiste. Fregueses que não moram na aldeia montanhosa têm que comer no carro, na rua, na praça. Então…


A porta de ferro cerrada do velho comércio serve de encosto ao cansado homem que se aboleta no degrau estreito. Luzes natalinas piscam distantes da rua deserta, o cheiro de bacon na chapa perfuma os arredores, o sujeito devora o inigualável hambúrguer como se fosse sua última refeição. No veículo, a esposa se alimenta reservadamente enquanto olha triste para aquele Neandertal faminto.


A cena acima descrita tem como personagem este desajeitado escriba e como cenário uma noite de dezembro de 2023 numa parte alta e menos movimentada da rua Assis Figueiredo em Poços de Caldas.


Nalgum dia do passado recente, o amigo poços-caldense Gustavo Basso indicou a placa Dona Dulce como o melhor hambúrguer do planeta. Devoto burgueiro que sou, tive fé na palavra dele e subi a serra para “rezar”. Cheguei ao pequeno templo que não comportava mais do que seis fiéis comensais. Do pequeno balcão via-se a magnética a imagem do robusto chapeiro manipulando a espátula com religiosa destreza. Habilidade também sobrava na montagem dos hambúrgueres no pão brioche do enxuto cardápio da casa. Comi, rezei e amei! Sim, que descoberta!, o Santo Graal dos hambúrgueres existe e fica na cratera do vulcão mineiro.


O parrudo burgerman mencionado no parágrafo acima é Felipe Cobra, 41 anos. Empacotador aos 14 no Supermercado San Michel, o gosto pela informática fez Felipão trabalhar em várias lan houses de Poços. Estávamos no período paleolítico que precedeu os smartphones.


De bom churrasqueiro de festas a empresário de um restaurante falido, a vida seguiu e fez das suas. A grana para recomeçar era minguada, mas o talento gastronômico era grande. Uma modesta hamburgueria dava para abrir com os trocados. A guerreira avó Dulce foi inspiração para, em agosto de 2014, nascer a Dona Dulce Classic Burger.


Sobre os poucos itens da carta, Felipão evangeliza e tem a minha benção: “Menos é mais, o simples me encanta, minha proposta é hambúrgueres sem firulas, é servir o clássico com qualidade.” Amém, Felipão!


Até janeiro de 2023, o espaço recebia (poucos) glutões in loco. Desde então, banquetas e o pequeno tampo foram abolidos proporcionando a recorrência de quadros primitivos como o narrado no início desta crônica. Não desistir da peregrinação à Dona Dulce, ainda que desconfortável, é acreditar no poder de suas crenças. Creia, nenhum delivery é capaz de derrotar você!


🍔🍔🍔

Dona Dulce Classic Burger

Rua Assis Figueiredo, 407

Poços de Caldas, MG

Só delivery ou retirada no local
De terça a domingo, a partir das 18h

35 3721-7921


Felipe Cobra, o burgerman

terça-feira, 12 de dezembro de 2023

Borelli, a pizza que virou gelato

 

Apaixonado por gastronomia, o ribeirão-pretano Eduardo Borelli viajou à Itália em 2012 com a intenção de buscar conhecimento sobre pizza napolitana. A ideia era pesquisar para abrir um negócio no Brasil. O gelato italiano, totalmente diferente do produto vendido à época nas sorveterias brasileiras, o arrebatou nas ruas de Bologna. A coisa foi tão forte que ele girou a chave e retornou para inaugurar em 2013, na Ribeirão Preto natal, o primeiro balcão da Gelato Borelli. Uma loja, duas, três, oito, quinze lojas. A rede prosperou e virou franquia, hoje com mais de duzentos pontos de venda em vinte e três estados mais o Distrito Federal. 


Deu certo por quê? Deu certo porque o gelato é fabricado em cada unidade seguindo rigorosamente os preceitos artesanais da marca, que é oferecer um item de alma italiana, feito com frutas e insumos frescos, livre de aditivos químicos e conservantes. 


Minha experiência: rodei um bocado por aí e acho que manjo um pouco do vero gelato artigianale. Provei em Poços de Caldas e Mogi Guaçu mais de meia dúzia de sabores Borelli. Nenhum mediano, todos excepcionais e homogêneos na cremosidade, dulçor e paladar. Minha fraqueza é o de pistache, meu parâmetro é o de pistache, minha chama é o de pistache. Diria um tal Lauro Borges sobre o pistacchio Borelli: “eu viveria disso!”. 


🍦 🍨 🍦 🍨 

Gelato Borelli Poços

Rua Rio de Janeiro, 13

Poços de Caldas, MG



quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

Gelato Borelli - Poços


 Forjado no seio de uma família que fez história no comércio de roupas, num primeiro momento da vida de trabalho ele até seguiu pela trilha conhecida. E deu certo, muito certo! Até hoje ele se mantém no ramo original com vinte pontos de venda, treze da bandeira Hering, três Loungerie, três Lez a Lez e uma Love Brands.

Mas o prazeroso, doce e cremoso fascínio do gelato italiano o fisgou. Poços, a quarta loja do grupo Tribo Foods da franquia Gelato Borelli, abriu ontem. Em grande estilo, com um movimento gigantesco, bem além da expectativa.

Numa parceria com um velho amigo, Fabinho Vaz de Lima, é dele que estamos falando, já opera com quatro unidades (Mogi Guaçu, Taubaté, São José dos Campos e Poços) deste fantástico gelato italiano. Nos próximos dias, mais três portas serão abertas em Belo Horizonte.

Associado à irmã Marina, Fabinho, dotado de um inequívoco faro empresarial, honra o legado comercial do pai e vai construindo uma consistente e bem-sucedida trajetória de empreendedorismo.

🍦 🍨 🍦 🍨 

Gelato Borelli - Poços

Rua Rio de Janeiro, 13

Poços de Caldas, MG

quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

Kasa Sushi

 

O empreendedor Frê

Dez anos atrás, por aí, Frê (Frederico Mauro no RG) rodava a região explorando opções de rango japa. A estrada se justificava pelos então limitados hashis nesta província crepuscular. A vontade de empreender na terrinha latejava, também era forte o impulso de sair de São Paulo, onde ele trabalhava à época. A mencionada carência gastro-nipônica em São João incomodava. Toda essa mistura de estímulos fez nascer no findar de 2015 o Kasa Sushi. Noventa e seis meses voaram desde a abertura naquele dezembro da década passada. Frê, muito orgulhoso e nada arrogante, fincou entre a Dona Gertrudes e a Ademar de Barros o hoje mais longevo restaurante japonês da cidade. Resistência no comércio, diga-se, decorre de qualidade, padrão e atendimento. Leves trinta e quatro primaveras nas costas, Frê não senta no que conquistou. A cabeça inquieta fervilha para melhorar e inovar. Dos seus incontáveis projetos ele só desistiu de um: despertar nos italianíssimos Expedito e Alfredo, pai e avô, o gosto por sashimis e niguiris. 


🇯🇵 🍣 🥢 

Kasa Sushi

Rua General Osório, 142

São João da Boa Vista, SP

De terça a domingo, a partir das 18h

Delivery e reservas: 19 3631-1027




quinta-feira, 30 de novembro de 2023

P de pizza, P de Poiano

 

Beto Poiano da Master Pizzas

Centro de São João da Boa Vista, fim de 1963. Os irmãos Roberto e Zé Rubens, depois de conhecerem Poços de Caldas e antes de voltarem ao ABC paulista, resolveram fazer uma paradinha no torrão da Beloca. A praça Coronel Joaquim José bombava, era noite de domingo. O movimento de famílias e namorados no jardim era inversamente proporcional ao de um modesto bar nas cercanias.


Filhos do casal Antonio e Alzira, os rapazes gostaram da atmosfera da província e pensaram que o botequim poderia ser bom para os pais, que não se adaptaram na Grande São Paulo. Perguntaram de pronto ao dono se ele venderia o bar Jussara. Sim, poderia dar negócio. E deu! Na semana seguinte, Roberto e Zé retornam a São João na companhia do genitor para baterem o martelo.


O ano de 1964 começava com o filho de italianos Antonio Poiano chegando aos Crepúsculos com o clã para deixar um legado na cena gastronômica da aldeia. Dez eram os rebentos. Além de Roberto e Zé Rubens, dona Alzira deu ao mundo Wilson, Horácio, Luiz Antonio, Décio, Helena, Neide, Odila e Vera. 


Até meados dos anos 1970, os Poianos tocaram o bar Jussara e o bar do Centro Recreativo. Quando saíram deste último por divergências com o presidente do clube, a irmandade se espalhou para cuidar da vida. Cada qual precisava se virar para sobreviver.


Sem dúvida que o grande sucesso da “grife” Poiano é o Tekinfin, que foi comprado dos manos Morgabel pelo Zé Rubens em 1977. Junto do brother e fiel escudeiro Luiz Antonio, Zé fez do Tekinfin uma das choperias mais famosas e frequentadas do interior paulista. A pizza de massa fina, única, e molho de tomate cru batido, marca registrada e assada do Tekinfin, remete à primeira taberna do seu Antonio, em Ribeirão Pires. A pizza dos Poianos, massa e molho, é patrimônio cultural sanjoanense. 


A coisa é tão forte e tradicional que em algum momento todos os filhos homens do seu Antonio fizeram pizzas e/ou estiveram atrás de balcões. 


Minha inspiração para estas humildes linhas veio de uma hidratada prosa com o amigo Beto Poiano, neto do patriarca Antonio. Na mesa da Master Pizzas, que desde 1994 no Perpétuo Socorro honra o suor da Poianada, Beto estimulou-me a narrar um naco da saga dos seus. Claro que uma clássica meia calabresa meia portuguesa também iluminou este escriba. Mas o que empolga mesmo é a riqueza da trajetória, a poesia do acaso, a beleza do trabalho de uma família de sangue italiano que acreditou na promessa de uma terra estranha. Os Poianos fizeram, fazem e farão, história e pizzas, sempre.


🍕🍕🍕🍕

Master Pizzas

Beto e Fátima Poiano (3a. geração)

Rua Cel. José Procópio, 360

🍕🍕🍕🍕
Tekinfin

Cézar e Rodrigo Poiano (3a. geração)

Av. Dona Gertrudes, 202

🍕🍕🍕🍕

Barril Pizza Bar

André Poiano (3a. geração)
Av. Dr. Durval Nicolau, 873

🍕🍕🍕🍕
Disk-Pizza Poiano
Horácio Poiano (2a. geração)

19 3623-3626