quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Palmeiras de São João da Boa Vista: 40 anos do título!


O maior título da História do futebol sanjoanense celebra 40 anos. Reproduzo, abaixo, depoimentos de três notáveis figuras da imprensa esportiva sanjoanense em 1979. Na sequência, o link para uma crônica minha de 1999. Aílton Fonseca e João Fernando Palomo apontam que naquele tempo não era comum o apelido carinhoso de “Palmeirinha” para se referir ao escrete crepuscular. Acato a observação deles, mas do baú da minha infância, do caldo de familiares e conhecidos, o time preto e branco sempre foi chamado de Palmeirinha.
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O SONHO DE CRIANÇA SE ETERNIZA — Minha mãe costurou, cortou, criou, nascia a bandeira pra aquela criança anestesiada pelo futebol e pelo rádio. Meu pai me levou pro Getúlio Vargas, ficamos atrás do gol à direita das cabines. Em pé, eu com minha bandeira e o radinho com o “egoísta”, aquele fone de um ouvido só. O zagueiro Buzuca fez o gol da vitória e veio comemorar na minha direção subindo no alambrado. Alguns poucos anos depois lá estava eu ao lado de companheiros históricos e falando no rádio, quem diria. Sonhávamos com um time forte, com jogos memoráveis, até que chegou o ano mágico de 1979.
Que timaço! Quantas histórias, vitórias memoráveis e gols inesquecíveis. Acosta era o treinador. Geleia comandava o futebol do Palmeiras. Mirandinha era a estrela da companhia. Seus gols da linha de fundo são os mais impressionantes. 
Nossa, 40 anos! Parece que foi ontem. Como homem do jornalismo me lembro de cada companheiro da equipe da nossa Rádio Piratininga. Vanderley Fleming comandava o jornalismo e dirigia uma Brasília branca nas viagens. Muitas vezes íamos de carona no ônibus do clube. Carlinhos Oliveira, comentarista. Meu amigo João Fernando Palomo nas reportagens ao lado do Ailton Fonseca, que em muitos jogos era repórter e comentarista. Uma equipe memorável. Todos entusiastas com minhas loucuras de trazer os efeitos sonoros das rádios da Capital, de fazer jornadas longas. Tinha o Fábio Silveira no plantão, o J.B. Flora na técnica. A gente chegava nas outras cidades e muitas vezes não sabíamos se a transmissão tinha ido pro ar. Pode? Me lembro também da edição especial do título no Jornal Opção. Veículo do qual participei da fundação ao lado do Francisco Arten. São muitas lembranças que enchem meu coração de saudade e ao mesmo tempo de orgulho por fazer parte dessa história que jamais esqueceremos. Afinal, ali se fazia realidade o sonho de criança.
Viva o Palmeiras, Viva nossa São João, e sua história tão rica de emoção e realizações.
(por Luís Roberto de Múcio)
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40 anos do título de 1979. Eu era repórter da rádio Piratininga e me lembro do receio que os adversários tinham quando o Palmeiras chegava nas cidades onde jogava.
Acosta, que era técnico em substituição a Hélio de Almeida, me pedia sempre a escalação do adversário antes de cada jogo.
Nunca vi um treinador conhecer tanto jogador como ele.
"Esse chuta assim, o outro é bom nisso".
E assim ele dava a preleção. Mostrando os pontos fortes e fracos do adversário, depois de ter a escalação em mãos.
(por João Fernando Palomo)
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Sem dúvida que o título de campeão da antiga Primeira Divisão em 1979 foi a maior conquista do futebol sanjoanense em sua História. Era uma geração de ouro, que se projetou principalmente com Mirandinha e Gaúcho Lima, que foram negociados depois com o Botafogo do Rio. 
Mas, não há dúvida que a plêiade de grandes personagens não se restringia ao campo de jogo. Fora dele, também, tínhamos grandes nomes de dirigentes, como João Lúcio, Dr. Antenor, Geleia, Bento Palermo, Mauro Ramos, Cascata, Assalim, entre outros. E, no rádio esportivo, idem, com Luís Roberto de Múcio, Carlinhos de Oliveira, João Fernando, Vanderley Fleming e, onde, humildemente me incluo.
Essa conquista tem que ficar escrita e eternizada nas páginas mais significativas do esporte da “Cidade dos Crepúsculos Maravilhosos”.
(por Aílton Fonseca)
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minha crônica de 1999:


domingo, 24 de novembro de 2019

Aldeia Manacás Pousada



Zanzar pela divisa. Sair do estado de São Paulo, entrar em Minas, voltar pra São Paulo. Sempre na companhia da Mantiqueira. Sempre ter à vista a geografia serrana mais linda do Brasil.

Exclamação, quanta exclamação!!!!!!!!

Sérgio Nogaroto se retirou em 2014 da carreira de executivo quando presidia uma multinacional japonesa. 

A aposentadoria estava nos planos, ficar parado, não. 

Um proprietário de terras na região do Serrano em São Bento do Sapucaí, SP, o convidou para um frango caipira. Na sobremesa, veio a oferta de uma área de 60.000m2. O clima montanhês e a paisagem deslumbrante seduziram Sérgio e a esposa Lia.

Empreender a 1.300 metros de altitude, pisando na divisa São Paulo-Minas, foi consequência da aquisição pelo casal inquieto. E eles empreenderam sem modéstia.

A Aldeia Manacás Pousada Conceito é um primor de conforto e bom gosto. Com vista 360°, suítes requintadas e aconchegantes, piscina —um sonho!— com borda infinita, além de outra fechada e aquecida, jardinagem impecável e um atendimento personalizado feito diretamente pelos donos fazem da hospedagem uma experiência singular.

Para quem não abre mão do néctar de Bacco, Sérgio tem uma adega com 140 rótulos. 

Nas noites de sextas e sábados, o jantar é preparado por um chef. Nas sextas, o cardápio é mais elaborado. Aos sábados, o forno a lenha queima para um rodízio de pizzas. 

  🍷 🍕 🍝

Contato: 12 98110-4737


quinta-feira, 14 de novembro de 2019

É porpetone, cazzo!


Italianíssimo sabor n’O Sr. Bauru: polpetone da própria casa feito, como tudo lá, com ingredientes extra-qualidade. 

Ney Balla, o homem da chapa, não brinca com a carne, com as farinhas de empanar, com o queijo, com o molho caseiro, com a apresentação e com os acompanhamentos. Olha isso: batata frita, daquela cortada na faca, e fatias do melhor pão italiano do Brasil, da paulistana Padaria São Domingos. 

Quer saber? Tão bom quanto comê-lo é falar PORPETONE, bem caipira, bem da gente. Falar PORPETONE é como chuchar o pão italiano no molho vermelho.

Quer saber mais? Se não quiser comer lá, leve pra casa e bote na mesa com a pasta da sua preferência. Alfredo, Carbonara, Alho e Óleo, Matriciana...

Quer saber mais ainda? Opções de recheio: mozzarella, parmesão da Canastra ou gorgonzola. 

Hoje tem? Não, hoje só o Lauro come. Polpetone n’O Sr. Bauru a partir do dia 16. Salvem a data!
🍔🍟🇮🇹🍔🍟🇮🇹 
Rua General Carneiro, 258
São João da Boa Vista, SP
Delivery: 19 3636-5050 ou 19 99233-4321

domingo, 10 de novembro de 2019

Rabada na Serra

Trabalhei em Limeira de 2005 a 2007. No período, as sextas-feiras eram sagradas no Recanto do Bego, onde, na companhia do amigo e colega Vlad Marques, comíamos uma deliciosa rabada com polenta.

Sábado destes, nos embrenhamos nas montanhas que juntam São Paulo e Minas, e tive recordações do rabo limeirense. Num dos lugares mais mágicos desta Mantiqueira de tantos encantos, o Sítio Caminho da Serra, o casal Heraldo e Marilim Capitanini abriram sua rústica e linda morada servindo, a 1.000 metros de altitude, a mais incrível rabada da minha vida. Polenta e agrião coadjuvaram com dignidade a iguaria magnificamente executada pelo Heraldo. 

Tudo tão acolhedor, das entradinhas no charmoso gazebo, passando pela prosa solta com queijo Canastra, vinho e cachaça, ao tiramisù genuinamente italiano preparado à perfeição pela Giovana Capitanini, filha do Heraldo e da Marilim, que trouxe a receita da sobremesa da época em que ela viveu na Bota.

Sábado antológico, pela paisagem montanhosa, pela localidade pitoresca, pelos sabores e pelas companhias.



quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Dona Margot Brigaderia


Aos sábados, religiosamente, Dona Margot reunia a família em torno da mesa. Servir a melhor comida aos queridos era o grande prazer dela.

A neta Camila herdou da avó essa generosidade em servir delícias. Na Brigaderia Dona Margot ela, Camila, oferece uma afetiva carta de pequenos-grandes deleites culinários. 

Dia destes chorei nas redes por não achar um pão de queijo decente nestas paragens crepusculares. Não choro mais! Na Dona Margot eu posso comer o melhor pão de queijo da região. Essa mineirice linda da foto que vem da Fazenda Irarema. Pão de queijo com gosto de queijo. Massa sublime e esse tom dourado sedutor depois de assado. 

E o capuccino de Nutella?! E os 23 sabores de brigadeiro?! E a soda italiana de maçã verde?!

Salve, Dona Margot!
Salve, Camila!
☕️🧁🍫
De segunda à segunda num espacinho elegante na Prudente de Moraes, 45, bem no coração desta Sanja.


domingo, 20 de outubro de 2019

Encantos & Espantos


Da minha terra, 
mil encantos.
Linda serra, 
ricos recantos.
❤️⛰
Da minha morada, 
ela, um espanto.
Musa, amada, 
gosto tanto.
❤️⛰

sábado, 12 de outubro de 2019

Friends forever


—Trump, cara, você me ferrou ao não botar o Brasil na EODC. Tô levando o maior pau dos comunistas da mídia aqui.

—É OCDE, Bolso.

—Que seja, cacete, colocar Argentina e Romênia e dar as costas pra nós?

—Stop, man! Que conversa é essa de dar as costas?

—Não muda de assunto. Você me fodeu nisso aí, talquei!? Eu liberei a base de Alcântara pra vocês, isentei os americanos de visto pra virem ao Brasil, renunciei até a alguns privilégios na CMO, e você me dá essa bola nas costas?

—É OMC, Bolso... e de novo essa conversa esquisita de bola atrás. Você tem alguma fixação, Bolso, só pode.

—E o “I love you” na ONU, me declarei pra você, porra, e levo esse pontapé no rabo?

—A coisa embaçou aqui, Bolso, mas fique tranquilo. Vou lá no Twitter reiterar o meu apoio a vocês e dizer de mentirinha que só adiamos a coisa.

—Jura que você vai mencionar com esse carinho meu nome no seu Twitter? Que tal uma hashtag #BolsoAndTrumpInLove?

—Of course, my friend! E, por favor, na próxima vinda de vocês a Washington, pede pro Dudu fritar uns hambúrgueres pra nós na Casa Branca. Ah, tinha me esquecido, não rolou a OCDE, mas vou lhe dar um lindo boné.

—Trump, buddy, não resisto a você, I love you! Forever!

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Saldanha Lámen Marinho


O lámen (ou ramen) é um prato de origem japonesa. Basicamente é o macarrão oriental mergulhado num caldo saborosíssimo, servido com ovos cozidos com gema mole, algas, broto de feijão, cebolinha e pedaços de carne, normalmente suína. A receita clássica permite zilhões de releituras e adaptações.

Embora comum, hoje em dia, em alguns países da Ásia, o lámen é mais popular no Japão, óbvio, e na Coreia, onde a versão é bem apimentada.

Em São João, temos um lámen que honra a melhor tradição nipônica, servido onde se faz o melhor rango japa da cidade, o Temakis & Cia., na Saldanha Marinho.

Matheus Xavier, dono e talentoso sushiman, manda bem no caldo que é pacientemente apurado por mais de doze horas juntando carnes diversas, tarê, hortaliças e segredinhos condimentados da terra do sol nascente. Nas minhas andanças, já comi alguns lámens por aí (em SP e NYC), e posso garantir que o de Sanja está no panteão dos supremos, inclusive por que ele chega à mesa com a massa mais al dente, do jeito que eu gosto.

A foto mostra que ele detona também na [linda] apresentação do prato.

O sabor? Confira todas as quartas na Saldanha, mas vá cedo pois a quantidade é limitada e os glutões estão soltos nas ruas.
🇯🇵🍜🇯🇵🍜🇯🇵🍜
食欲!

sábado, 21 de setembro de 2019

Quibe de cordeiro


Inventado no Oriente Médio —hoje mais comum na Síria, no Líbano, no Iraque e na Armênia—, o quibe na sua concepção original leva a carne tradicional da região: cordeiro.

Quando trabalhava em Pinhal, o amigo e cliente Tonho Filiponi, foi quem me apresentou o prato com a proteína de ovino.

Hoje me aventurei na cozinha, depois de vinte dias de convalescença, para um reencontro com o modo de fazer dos “brimos”.
Com a excepcional carne de cordeiro do Isaías Valim —sim, ele também a vende moída— fi-lo à minha moda, com pouco trigo (proporção de uma parte de trigo para quatro de carne), cebola e hortelã.

Além de cru —que é a forma como mais gosto à mesa—, também servi um “tijolo” dele assado. Gosto de deixá-lo pouco tempo no forno pra comê-lo bem molhadinho.

Outra dica pra quem gosta da iguaria crua: prepare o quibe minutos antes de servi-lo, para que a geladeira, o trigo e os temperos não tirem a lindeza do tom vermelho da carne.

لذيذ! 🐑🐑🐑🐑🐑
🇱🇧 🇸🇾 🇮🇶 🇦🇲 🇹🇷

sábado, 17 de agosto de 2019

Panis et crepuscularys


Focaccia da Ueba Pães Artesanais da inquieta e talentosa Dri Torati. Massa leve, alveolada, salgadinha como tem que ser, cobertura generosa e... linda! 

Pra chuchar no azeite, pra chuchar na sardella, pra chuchar no vinho, pra lambuzar de manteiga, pra comer pura... Ueba!

Gente da terra fazendo na terra —na cozinha de casa— uma dingníssima carta semanal de pães —rola de centeio, de abóbora, italiano, de mandioquinha, multigrãos…

Pão por b...
Bão por b...

🥖🍞🥖🍞
Ói o zap dela: 19 99731-2704