sábado, 25 de fevereiro de 2012

Sânjicas empadas

empada da Samara

Escandalosamente deliciosas!!!

A clássica de frango. A não menos tradicional de palmito. De bacalhau, pra quem gosta. E uma que eu não conhecia: de calabresa. Belíssima surpresa!

Massa leve que não esfarela, nem um pouco seca. Recheio molhadinho, muitíssimo bem temperado. Equilíbrio perfeito entre os ingredientes.

Josi e eu provamos e aprovamos as empadas únicas da Samara Lima Costa.

Sanja sempre tão generosa com seus acepipes, tem mais um no seu panteão de imperdíveis.

E a Samara entrega as empadas quentinhas, pra quem quer só comer, sem nenhum esforço.

Encomendas pelo telefone 3633-6233.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Templo da Carne

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Nas minhas paulistanas incursões de recreio, orra meu!, visitas ao Bixiga e suas sedutoras pastas cantineiras são quase obrigatórias. Dizem, e eu acredito, que as massas de Sampa são melhores que as da matriz peninsular.

Neste fim de semana momesco visitei o velho reduto italiano, mas desta vez resisti aos encantados e molhados carboidratos da Velha Bota.  

Tinha uma “missão” e a cumpri com galhardia e sangue: comer a carne de Marcos Bassi.

Ali no coração do Bixiga, ilhado num mar de molho ao sugo que é a rua Treze de Maio, funciona o Templo da Carne, a casa onde Marcos Bassi mostra todo o seu talento nos cortes e no preparo do churrasco bovino.

É claro que na minha primeira vez não poderia escolher outro espeto. Fui de fraldinha, a carne coqueluche do restaurante, cujo corte foi criado pelo Bassi em 1967.

O generoso assado bem satisfaz três Lauros famintos. Desnecessário dizer sobre o zelo no ponto da carne. O espeto vem à mesa e volta à grelha mais de uma vez, para que nenhum pedaço padeça pelo excesso ou pela falta de brasa.

A foto acima mostra também as soberbas guarnições: farofa especial e arroz do chefe.

Quem tem apreço pelo traseiro bovino assado no carvão tem uma obrigação e uma dívida de gratidão: visitar o Templo de Marcos Bassi e agradecê-lo por tanta devoção ao nobre ofício de churrasquear.

CLIQUE AQUI PARA REZAR NO TEMPLO

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Quer uma sobremesa digestiva que agrada visão e paladar? Abacaxi grelhado com canela servido com sorvete de creme. Baita exclamação para fechar o repasto!!!!!!!!

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Copa 2014: a conspiração da Beloca

parlamento-britanico

O prefeito é chamado à metrópole e ouve a boa nova: este torrão crepuscular poderá hospedar uma Seleção estrangeira na Copa do Mundo de Futebol em 2014.

A notícia terrena provoca uma conspiração entre dois amigos celestiais: Beloca e Winston Churchill articulam com o Chefe para trazer o English Team ao pé da Mantiqueira. Estes dois grandes personagens, que estabeleceram uma insólita relação de afeição na eternidade, querem ver o Wayne Rooney batendo um bolão na General Carneiro.

O conluio pró-Sanja nas alturas chega às mentes de alguns sobrenaturais macaúbicos que, ato contínuo, o reverberam às esquinas.

E a plebe é rápida e criativa: sugestões já pipocam para que nossos anglo visitantes tenham um naco de sua pátria neste belo canto do interior paulista.

Comecemos por este centenário jornal. Bem poderia o editor Reinaldo Benedetti criar um suplemento, em formato tablóide, óbvio, em que o sensacionalismo gritaria em cores berrantes com um farto recheio de mexericos e alcovitagens envolvendo altos figurões da sociedade local. Alguma coisa como o The Sun da Mantiqueira ou o Daily Mirror Caipira.

Um bom pub também não pode faltar. Os hooligans sorveriam hectolitros de loura gelada num repaginado Bar do Foguinho, na melhor tradição britânica do fish and chips. Fish dos bons é desnecessário dizer que o Foguinho tem de sobra. As chips poderiam vir da vizinha Vargem, que tem batata da melhor qualidade. E, convenhamos, o Foguinho com aquela barba ruiva é a cara de qualquer barman londrino. Melhor que o boteco do Foguinho só o Little Fire’s Pub.

Já que nossos legisladores não se livram da sanha de inchar a Câmara, que também se inche a urbe de elegância nos prédios públicos. Ao Faustinho Fontão seria encomendado um projeto-réplica do Parlamento britânico. Um decreto municipal aboliria esta nomenclatura provinciana de vereador ou edil. Câmara dos Lordes seria o novo nome da casa legislativa sanjoanense.

Inglês adora essa coisa de honraria e condecoração. Figuras destacadas da comunidade receberiam a medalha da Ordem do Cavaleiro do Jaguari. O ocioso campo do Palmeirinha passaria por uma reforma pra abrigar animadas rodadas de críquete. PCC (nenhuma alusão a facções criminosas, por favor) seria a sigla para Palmeiras Cricket Club.

A empresa de transporte também colaboraria com a bajulação. A linha DER-Pratinha seria servida por um imponente ônibus vermelho de dois andares.

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Pândegas e galhofas grafadas, acho que cabe um comentário mais sóbrio. Pela pequena estrutura hoteleira, dificilmente Sanja será escolhida para abrigar os treinos de uma seleção estrangeira na Copa 2014. De qualquer forma, penso ser pertinente algumas ponderações:

  • Locais de treinamentos de seleções atraem centenas de jornalistas e torcedores que comem, consomem e se hospedam;
  • Além das divisas em cash (esse pessoal gasta os tubos), a cidade se torna no período do certame uma vitrine (nacional e internacional) midiática e internética enorme;
  • Os locais para treinamento e hospedagem não carecem de dinheiro público, pois são entidades (hotéis, clubes e associações) privadas;
  • Como nos jogos a visibilidade é só para patrocinadores FIFA, as marcas que patrocinam as seleções despejam muito dinheiro nos locais de treinamento, onde a publicidade pode aparecer para o planeta;
  • Eventuais obras de infraestrutura bancadas pelo poder público, se necessárias, serão mínimas e ficarão para a cidade depois da Copa.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

O Bacalhau que Chora

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Adoro esse peixe que nada em águas nórdicas e faz sucesso nas receitas portuguesas. Agora a plebe crepuscular tem uma boa opção para degustar bacalhau na Grande São João. Acreditando na indicação do amigo Ricardo “Caminhão” Nasser, subi a serra para sorrir n’O Bacalhau que Chora.

O restaurante (link aqui) que tem um jeitão de bar fica fora do eixo turístico de Poços. O lugar é bem ajeitadinho, mas sem nenhum requinte. A boa surpresa é o cardápio, com meia dúzia de pratos de gadus morhua (bacalhau, no jargão científico).

Aceitei a sugestão do garçom e pedi uma bela posta dele grelhado com alho, acompanhado de brócolis, vagem, azeitonas pretas e cenoura. Este (foto acima) custa R$ 39,90 e serve bem o sujeito que tenha um apetite civilizado.

Como civilidade nas porções não é uma virtude deste escriba, encerrei a refeição com outro pedido: o prato que tem o mesmo nome da casa. O Bacalhau que Chora (foto abaixo) é uma cebola grande, assada, coberta com queijo, que vem recheada com bacalhau desfiado, cebola, alho e cheiro verde. Ele chega à mesa guarnecido por um digno purê de mandioquinha. Você gargalha de alegria ao descobrir que o choroso acepipe custa menos de R$ 18,00.

Também há algumas opções pra quem não aprecia o peixe. Botei reparo na travessa do vizinho, que tinha uma linda porção de costelinha de porco grelhada com molho barbecue e fritas.

Neste sabadão fomos abençoados por muito mais que uma trégua do calor.

Sorria, sorria muito! O bacalhau chora bem pertinho de Sanja!

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Onde?

Rua Major Joaquim Bernardes, 526
Bairro Aparecida
Poços de Caldas - MG

(35) 3714-7080

http://www.obacalhauquechora.com.br/

sábado, 21 de janeiro de 2012

Corpo e alma

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Experiência sensorial marcante há pouco no FELICE GOURMET. Gastronomia e música. Alimento para o corpo e para a alma.

O restaurante que, pela comida e ambiente, já caiu no gosto da nação crepuscular, viva!, agora também atrai quem quer som de bom gosto. De muito bom gosto.

Já conhecia o bufê excepcional no almoço. Hoje fui provar o jantar a la carte da talentosa chef Alessandra.

Escolhi um filé flambado com risoto de funghi, mas também cobicei (e fotografei) a truta com amêndoas, aspargos e arroz negro da mesa vizinha.

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A pinhalense Jô Martucci foi a agradável surpresa melódica da noite. Eclética no repertório, afinadíssima e dona de um timbre maravilhoso, a cantante faz uma harmônica dupla com seu pai, que é instrumentista. É aquela música que agrada e que reverbera num volume civilizado pra não invadir a conversa nas mesas.

E ainda terminei a refeição com mais agrado ao paladar: amoras flambadas com sorvete de creme. O contraste entre o azedinho saboroso da fruta vermelha com a suave baunilha do creme gelado.

Notável repasto, sob todos os aspectos.

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onde?

Rua General Osório, 163 – Centro - fone: 3635-2268

domingo, 18 de dezembro de 2011

Dom Caneco

dom caneco

Chope na caneca estupidamente gelado, bauru de lombo que honras as sânjicas tradições do sanduba e uma pizza da escola Poiano (massa fina e molho de tomate cru de sabor único). Dom Caneco é a nova choperia dos Crepúsculos, num casarão reformado da família Aceturi bem na esquina da Hugo Sarmento com a Benedito Araújo. Vai cair no gosto da plebe macaúbica.

Ah!, e as pizzas levam nomes de ruas da cidade. A Tereziano Vallim, linda!, é a  clássica marguerita e a Dona Gertrudes, gostosa!, vem coberta com anchovas.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Estacionamento ímpio

Pecado

Inicio esta postagem com a reflexão que ouvi de um urbanista: “Para avaliar a dimensão democrática dos centros urbanos é só verificar o quão largas são suas calçadas”. Largas e exclusivas para pessoas, acrescenta o autor destas linhas.

Nas esquinas e nas redes sociais ainda há calor nos debates sobre o estacionamento no entorno da Catedral.

E se há clamor, segue o andor...

A Polícia Militar, ao que consta, tem feito um trabalho ostensivo de fiscalização nos horários noturnos de missas mais concorridas. Nas cerimônias diurnas, quando a vigilância relaxa, o abuso voltou a ocorrer. O mau costume de alguns motoristas está tão arraigado que só a pedagogia de punição financeira para dar cabo a tão reprovável ato.

Infringir (infração grave segundo o Código de Trânsito) a lei é só um dos fatores que condenam o malfadado estacionamento. Existem outros tão ou mais importantes.

A invasão veicular sobre o passeio público, mais do que uma questão estética, transmite a imagem de uma urbe desordenada onde o arruaceiro faz o que quer e o Estado é omisso.

Numa área central de grande fluxo de pedestres, a segurança destes é colocada em risco ao misturá-los com o trânsito desarranjado de veículos na praça.

Há ainda que se falar do dano ao patrimônio público. O piso, um belo trabalho executado em pedras portuguesas, não foi dimensionado para suportar tráfego de veículos. Além do risco iminente de afundamento, o calçamento poroso pode padecer de manchas permanentes causadas por eventuais vazamentos de óleo lubrificante.

Ainda, vai contra qualquer principio de sustentabilidade pensar um espaço público onde os automóveis sejam privilegiados em detrimento dos transeuntes.

Ouvi de um amigo o seguinte questionamento aos católicos que ali se mostram tão incivilizados: “É possível ser um bom cristão e um mau cidadão?”.

Se regras não escritas de boa educação não bastam, a autoridade não pode transigir quanto ao cumprimento dos dispositivos legais, sob pena de descrédito absoluto e abertura de perniciosos precedentes.

As lamentáveis transgressões, esta e outras que ocorrem na cidade, são problemas em si. Mas elas carregam simbolismos maiores, muito mais graves: o júbilo da ilegalidade e o triunfo da barbárie.

Boas Festas!

Cartão de Natal - Família Borges

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Parking herege

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Rola lá no Facebook um debate sobre o uso do passeio público no entorno da Catedral como estacionamento de veículos nos horários de missas e casamentos.

Um amigo disse que excetuando a calçada, o resto do entorno faz parte da propriedade da Diocese, podendo ela dar o uso que achar conveniente ao espaço.

Quero, aqui, fazer uma abordagem mais ampla do assunto, nos tópicos que seguem:

1) A recente grande reforma da Catedral foi concebida e executada graças a um grupo abnegado da cidade que reuniu poder público, fiéis, empresários e preservacionistas. E quando falo da reforma, não falo só do interior da igreja, mas também do seu entorno, incluindo o calçamento de pedras portuguesas;


2) Será que esse grupo aprova o uso da área que circunda o templo para circulação e estacionamento de veículos?;


3) Existe a questão estética (passa uma imagem de desordem os carros sobre o passeio público), a questão de segurança (carros X pedestres numa área de grande fluxo no centro da cidade) e a questão estrutural (o local foi projetado para pedestres e o uso habitual para a circulação de veículos pode danificar o calçamento de pedras portuguesas);


4) Há que se falar ainda da questão urbanística: vai contra a lógica da sustentabilidade pensar um espaço público (sim, lá é público) em que os carros sejam privilegiados em detrimento dos pedestres;


5) Conheço um bocado de catedrais históricas por aí. Não vi em nenhuma o seu entorno tomado como estacionamento;


6) Ouço de muitos nas esquinas desta Sanja o desconforto com a situação, mas ao mesmo tempo percebo um sentimento de leniência com o caso por parte do poder público, da imprensa, da sociedade civil;


7) Seria o temor do confronto com uma instituição tão poderosa, a Igreja Católica? Ao que parece, o estacionamento ímpio é autorizado única e exclusivamente pelo pároco da Catedral, o Monsenhor Denizar Coelho.