segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Restaurante Escondido


Um judeu paulistano capturado pelos encantos geográficos do torrão platino-pratense. O cara é Michel Zimberknopf, ou só Michel Zimber para economizar consoantes e tornar o nome de família mais pronunciável.

Ele trabalha com desenvolvimento de sistemas e não foge de ter comprometimentos sociais na comunidade onde vive. Nos bons combates por Águas da Prata e pela Fonte Platina, Michel está sempre nas trincheiras dos aldeões de boa vontade. Ele fala, mobiliza e faz!

Restaurante Escondido é um conceito em que chefs e/ou cozinheiros diletantes abrem suas casas para grupos pequenos de comensais. Cardápios sedutores, cozinhas domésticas e ambientes informais juntam afins em torno da mesa. Ali, comer é tão importante quanto prosear e cambiar experiências.

No refúgio Bom Retiro, a acolhedora propriedade de Michel na região, ele, exímio piloto de fogão, eventualmente recebe convidados no seu Restaurante Escondido. Entusiasta da ideia, Michel também é incentivador para que outros façam o mesmo nas suas moradas.

Noite destas, tive a sorte de ser um dos frequentadores do lugar. Fui, vi, comi e adorei o conjunto da obra: pessoas, receptividade, atmosfera, natureza, minúcias e, claro, a comida.

Assessorando full-time o marido anfitrião, a esposa Valéria Manco, mulher cativante, prova que não foram só geográficos os encantos que seguraram Michel no pedaço.

O menu do encontro foi árabe —falafel, homus, couscous marroquino, arroz com macarrão rosmarinho, etc.— permeado pelos excepcionais ovinos do renomado criador sanjoanense Isaías Valim que, diga-se, foi nosso companheiro de esbórnia no evento. 

A carne de cordeiro do jantar foi uma garupa desossada, recheada com tâmaras, temperada com especiarias e assada em fogo brando por mais de quatro horas. Defumado, o cordeiro também reinou nos antepastos em suculentas peças de pernil e costela. 


Merecedora de menção: ela, linda, a sobremesa. A compota —ou kompott— de frutas é receita da mãe Zimberknopf. Damasco, tâmara, ameixa, uva-passa, mamão, abacaxi, cravo, canela, gengibre e sucos de laranja e de limão, servida harmoniosamente com sorvete de creme. 

O arremate? Licores artesanais, produção da casa, de jabuticaba e pitanga.

As fotos que ilustram este texto retratam o capricho de Michel e Valéria nos detalhes.

Sorry!, o sabor maiúsculo do repasto ainda não pode ser reproduzido por imagens.


Um comentário:

Silvia Ferrante disse...

Aff! Essa foi de judiar mesmo.....
Parabéns de quem só pode olhar....

SF