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| Quatro caipiras flanando por uma movimentada avenida de Chengdu. A fachada, envidraçada e iluminada, chama a atenção dos famintos. A escolha do restaurante, guiada pela estética, nos levou a mergulhar numa incrível experiência gastronômica típica de Sichuan: o hot pot. Quente, apimentado, saboroso – um ritual de socialização em volta da mesa |
“China? Só vocês? Sem guia? Sem hotéis e transporte interno comprados? Vocês mesmos vão fazer o roteiro? Mas poucos falam inglês! A internet lá é complicada! E os pagamentos? Dizem que é impossível sem os apps deles! China… jura?”
Ainda assim, abraçamos a missão. Jorge Splettstoser e Zizi Menezil, amigos de mente aberta, embarcaram conosco na aventura, cogitada e decidida em apenas dois dias, no início de janeiro de 2026.
Muita pesquisa, o necessário preparo: compramos eSIMs (chip internacional) com VPN, baixamos os apps certeiros de hotéis, trens e tradução, além do essencial AliPay para pagamentos, que já vem com o Didi, o Uber chinês, embutido.
De fato, o inglês é escasso na China, mesmo nas áreas turísticas. Mas isso é generosamente compensado pela boa vontade dos chineses com os visitantes. A simpatia e a disposição em ajudar atenuam os perrengues – que, diga-se, foram pouquíssimos – em nossa jornada de trens-bala, avião, nove cidades e mais de 5.000 quilômetros rodados pelo país.
A China, como diz Jorge, é uma nação indefinível: ao mesmo tempo conservadora de tradições milenares e ultramoderna.
Confesso: foi a viagem que mais me deu frio na barriga, por todos os alertas do primeiro parágrafo. Mas o país é arrebatador para quem tem vontade e destemor para explorar novas fronteiras – e uma cultura assombrosamente incomum para nós, ocidentais.
Já quero voltar – ou melhor, já queremos voltar.

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